João, escrevo-te uma segunda vez : )
Quase passou um ano desde a última vez que escrevi no Blog. E já passa mais um ano desde a tua partida. Apesar de não te ter escrito, falo-te todos os dias. Várias vezes ao dia. Este segundo ano foi bastante pior do que o primeiro. Talvez amenize. Ou talvez não. Tal como diz o Nick Cave, if we love, we grieve . É o pacto que temos nesta vida. O luto é uma recordação terrível da profundidade do nosso amor, e tal como o amor, não é negociável; estão interligados. Podemos admitir que há uns lutos mais ‘fáceis’ de negociar do que outros? O Pai estava fragilizado, alheado, doente. Tu não. Na nossa última noite juntos, já no Hospital, falamos de coisas banais, e rimos. Mas tu e eu sabíamos que o que se estava a passar contigo era muito grave. Daqui a pouco mais de 1 mês, vai fazer dois anos que partiste. O tempo passa numa reta unidirecional, é uma cassete que segue sem pausas, nem rewind . Houve uma pergunta que nunca te fiz. Tratamos e falamos sobre tudo. Nunca te perguntei se...







