31.1.14

 
Andando eu à procura de um Livro para encomendar, pensei: deixa cá ver se ainda se vende o Livro de contos, com o meu Príncipe Igor?
Então não é que ainda se vende, e ainda por cima é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (Ler +)?!?
Que bom, fico tão feliz por esse Príncipe ainda andar pela imaginação de muitos meninos e meninas.


29.1.14

Almoçar com Pássaros

Hoje esteve um dia de chuva. Chuva, granizo e frio. Vento e mais chuva.
Hoje esteve sol, uma luz branca e arejada.
Hoje tirei esta fotografia.
Mas afinal fez sol ou fez chuva?
Nem sei.
Hoje acordei, arranjei-me, acordei o M. vesti-o, levei-o à creche, fui à Praça, arrumei as compras, respondi a emails e corrigi provas de um Livro, fiz 25 km, almocei com a minha advogada, falei do meu divórcio, anotei coisas num papel, fiz 25 km, fui buscar o M. à creche, fui para casa, brinquei com o M.,
passeei o Flash, fui ao Vet com o Flash por causa de otites, voltei, fui pôr de molho as mantas do Flash, brinquei com o M.,cozi peixe, misturei na sopa, dei o jantar ao M., meti comida na tigela do Flash, dei beijinhos nos pés, na barriga e no umbigo do M., dei-lhe banho, brincamos no banho, vesti-o, fiz vapores (está cheio de tosse... continua), deitei-o, fui escorrer as mantas do Flash e estender para secar, jantei,  arrumei os meus livros, fui cortar as pontas secas da planta da sala, meti roupa para lavar, pûs loiça na máquina, sentei-me ao computador, o aquecedor apagou-se, porque entretanto a bilha de gás acabou, liguei a música e pensei:
hoje estive a almoçar com pássaros.

27.1.14

R U G E R O N I

 
O meu apelido é a fonte de uma lista bem divertida que a minha Avó fez com as 1001 maneiras de se escrever, mal, o nome Rugeroni.
Acho este papel tão divertido que o guardo religiosamente, além de que o início da lista vem do tempo do Pai da minha Avó, meu bisavô.
É verdade que nos dias de hoje, graças aos formulários que se preenchem pela net, e aos sms, os erros já são mínimos, mas mesmo assim consegui acrescentar dois que não constavam desta esta lista.
A imaginação é uma coisa maravilhosa e o que um simples nome, de um Senhor que emigrou de Gibraltar para Lisboa e fez começar uma história fantástica, pode significar.
 


26.1.14

a vida aos pedaços

 
A metáfora não é novidade nenhuma.
A vida é um puzzle.
Andamos, a minha Mãe e eu, numa febre de fazer puzzles, montamos uma mesa de jogo, candeeiro, cadeiras, concentração.
O princípio é sempre bom, fácil, uma novidade; chegando a meio começam as dificuldades e a caminho do fim já nos fartamos, as peças que sobram são todas iguais, não há novidade, quase apetece desistir.
Não desistindo, o resultado final é fantástico!
Talvez na vida, nas relações, nos empregos, ao início é sempre bom, há a novidade para depois vir a tornar-se um quase tédio; é um quebra cabeças autêntico fazer manter a motivação, e a vontade de completar o quadro.
É como em tudo.
Podemos deixar o puzzle a meio, ninguém se zanga com isso. Mas nunca vamos ficar a saber como seria o quadro final.
Perdem-se peças que fazem faltar pedaços dessa tela, mas é sempre possível alcançar um final, um resultado desejado.
É uma questão de imaginação. Se tivermos vontade de o imaginar é porque o conseguimos fazer, ou tentar fazer.
Agora, depois de tanta metáfora, vou tentar explicar ao meu Flash que isto não é assim uma coisa tão complicada, pois de tal maneira fica o bicho intrigado com a nossa devoção ao puzzle!
 

21.1.14

cook the kiss

Foi tudo imediato.
Não pensei muito .
As maravilhas da tecnologia assim o permitem, e em 45 minutos fiz uma página no Facebook com a ideia de se partilhar receitas, quando a imaginação está sempre a faltar.
Adoro a expressão Kiss the Cook, mas virei-a do avesso Cook the Kiss e dei-lhe a cara da Mrs. Patmore, do Downton Abbey.
Botei uma foto da minha cozinha, que adoro, e partilhei a primeira receita.
Agora é esperar que se contribua.
Nunca escondi receitas, nunca achei que fosse património exclusivo, mas sou pela troca: eu dou uma receita, em troca de outra.
E só por isso já valeu a pena, porque minutos depois houve a primeira contribuição.
Passem por lá!


15.1.14

wall of fame

 
... assim, tenho as costas bem quentes!

14.1.14

pure joy

 
Dá-me muito mais gosto receber uma caixa de sapatos pelo correio, do que comprá-los na Loja!
Porque será?

13.1.14

Luís

 
 
 
 
 
Tem o jeito de um segurança, que é segurança por ser seguro ganhar algum dinheiro, e levar para casa o resto do dia que não se viveu, talvez guardá-lo e levá-lo outra vez no dia seguinte.
Não é simpático, nem é carrancudo. É o Luís. Como todos os Luíses que nunca gostaram de estudar, que nasceram por acaso e cresceram no meio das coisas, da vida que acontece, sem que alguém lhes faça um plano, lhes trace um caminho e os Luíses que assim vivem, vão crescendo aos bocados, naquilo que conseguem agarrar, no pouco que a vida é para quem não espera nada por ela.
Chegou aos 35 anos nem sabe como, casou nem sabe com quem, nasceram bebés, houve consultas de urgência, idas à farmácia, dinheiro que não pagava receitas, comida que inchava no estômago, natais, verões, páscoas, uma casa, televisões, cheiro a refogado, tapetes de pêlo fofo, estores húmidos, sofás em napa, azulejos até meio da parede, mesa de casa de jantar e oito cadeiras. Até ali houve tudo isso, e no dia seguinte vai continuar. É a vida. A vida.
Apanha camioneta e barco, todos os dias. Ao fim de semana vai ao Fórum Almada, bebe café porque bebe, fuma porque fuma, não pensa porque não se pensa.
Muda de carro, muda de tapetes do carro, muda de escovas do pára-brisas, muda de jantes. A mulher é a mulher, porque sim. Os filhos vão crescendo pelo corredor de azulejos até meio da parede, encostados um ao outro, descalços, sem fazer os trabalhos de casa, a ver televisão, com os dedos cor de laranja, a cheirar a Cheetos e a beber ice tea pelo pacote.
O Luís nasceu porque nasceu e os filhos assim nasceram.
A mulher deve ser a mesma coisa.
O Luís não percebe porque, sistematicamente, quando passa pelo átrio da Estação do Cais do Sodré, pára e olha para as escadas com um corrimão tão alto, o tecto, que é feito às tiras, as luzes e o chão cinzento.
Alguém deve ter feito aquilo assim, daquela maneira, que lhe parece bem, até bonito. Assim como no Fórum Almada, os tectos são altos, deve ser por isso, talvez aquele lugar lhe lembre os fins de semana, porque também passa ali muita gente, há muito barulho.
Aquele lugar é assim porque é assim, e o Luís também. 

7.1.14

É por isto ....



Não tenho escrito grande coisa.
Otite + bronquiolite + dentes 
Bom mix hein?!?

2.1.14

Ano Novo, Vida Nova


Primeira "não-resolução de 2014": escrever os posts no word e não vir para aqui armada em escritora inspirada ao sabor da pena, que depois carrega sem querer numa tecla e sooop vai-se tudo à vida!
Tinha escrito um texto bem bonito sobre amigos que se juntam há 13 anos para passar o ano, sobre vinho do Douro 2011, o melhor ano das próximas décadas, sobre ter lido e escrito pouco, sobre não comer passas, nem fazer resoluções, sobre ter sido Mãe, mudado de casa e de cidade, sobre os amigos, a família, o cão, querer escrever mais e ler mais e só ficar a ver o Martim a crescer.
Sobre celebrar todos os próximos 363 dias.
A vida é mesmo uma caixa de chocolates.
Vamos saboreando o que temos na boca, o que está nas mãos logo se vê!
Que este ano seja o melhor possível, todos os dias.