28.7.12


Enquanto vamos para os Algarves, o Flash fica na "Colónia de Férias"!!
É mais precisamente a Casa da Juliana, uma dogsitter impecável que recebe os cães dos outros como se fossem dela.

Além da Juliana, há o Egas que é o seu cão (o da esquerda) e desta vez ainda há mais um amigo, o Jack, um Jack Russel super divertido! ; )
A casa tem jardim, zona de sombras, piscina/ alguidar para refrescar, camas várias e bolas de diversos feitios e cores. Um verdadeiro luxo canino.

Como diz o meu sogro: "Até para se ser cão é preciso ter sorte!"

Dou contactos e óptimas referências da Juliana a quem odeia deixar os cães num canil, como eu!

Desde 1999...

que eu não ponho os pés em Vilamoura.
dizem que aquilo está engraçado, vamos lá ver.
a minha Zambujeira do Mar é que só a vejo por um par de binóculos...
talvez para o ano.

27.7.12

Born Free

Então é assim.
Eu já aqui falei da história do Christian, o leão que foi comprado no Harrod's em Londres e que depois teve de ir para o Quénia, onde viveu numa reserva de Leões do George Adamson.
Depois também já todos devem ter ouvido falar da história: "Uma Leoa chamada Elsa" (Born Free), o mega hit cinéfilo dos anos 60 acerca da adopção de uma cria fêmea, a Elsa, pela Joy e George Adamson.
Ora, a Joy era casada com o George e foram eles os dois que adoptaram a Elsa e depois dessa experiência resolveram montar uma Reserva no Quénia para a protecção dos leões.
Já estou a acabar o da direita, que é a história da Elsa e da vida da Joy no Quénia com ela durante 6 anos (411 págs!). Depois passo para o da esquerda, que é a Biografia do marido, responsável pela vigilância (Senior Game Warden) de uma Província gigante no Norte do  Quénia. O seu trabalho incluia o controlo da caça nessa zona, o combate à caça furtiva e a protecção das tribos e populações dos animais selvagens.
Ambos morreram no mato, no meio da selva, sempre rodeados de bichos e de animais selvagens.
E foram os primeiros a descobrir que os leões são o animal da selva que mais facilmente se adapta a viver com os humanos. 
A Elsa teve 3 crias e quando elas fizeram um ano, ela morreu com uma infecção grave.
É escusado dizer que enquanto lia (já sabendo o fim da história) chorava baba e ranho, porque no fundo morria o personagem principal da história. Morria uma entidade muito superior à simples ideia de um animal selvagem.
Uma leoa maravilhosa, dócil e inteligente, que mostrou aos humanos as suas extraordinárias capacidades racionais.
É apenas o Homem querer, que consegue assistir a esse milagre.
Haja mais Joys e Georges no mundo... (que eu acho não haver)

26.7.12

O Urso


No estendal da vizinha da frente, esteve um urso de peluche uma tarde inteira de cabeça para baixo.
Parecia deprimido ou então com uma ressaca da noite anterior!
Coitado.

24.7.12

diários de moçambique** #2

Diário de Moçambique. Volume 1. "do que te leva a ir"
15 de Julho, 2010.  Gorongosa (Aldeia Chitengo).
(a propósito da Reportagem "Gorongosa" da Cândida Pinto, que passou no Jornal da SIC este Domingo, dia 22.07)

Silêncio na Gorongosa.
Num instante o sol desaparece. É tão rápido que quando queremos olhar para o pôr do sol, já o escuro veio. E fica logo escuro - não há desaceleração do sol, uma diminuição da luz. É tudo muito rápido.
É um movimento inversamente proporcional ao ritmo da vida por aqui - lenta, densa, cheia...
Acredito e senti que sempre fui assim, quieta com o tempo, absorvendo o silêncio.
Está noite cerrada, são 19h10 e lá fora só se ouvem os barulhos da selva.
Logo, logo a noite vai acabar e logo, logo vem a luz do sol.
O Xano dorme a sesta.
Ele podia ter vindo de uma caçada e eu tinha ficado com os cães no acampamento a ler e a escrever. Fumava e acendia cigarros com os fósforos Pala-Pala - ele ia a voltava com os bichos. Há 50 anos atrás andavam aqui os meus Tios, o meu Avô e deviam repetir um ritual assim: dia após dia.
Nascendo o sol, vindo a noite.
Não havia telemóveis, escreviam-se cartas, diários, deixava-se o tempo ir passando.
Acendiam-se velas, dormia-se cedo. E os bichos?
Sempre os houve. Osgas e moscardos que picam, melgas e aranhas.
Porque África é dos bichos, não é do homem - os pretos deitam-se ao lado deles. Adormecem na humidade  - numa humidade fria, da noite, que nada tem a ver com o calor. É também densa, cheia. Entra muito dentro da pele.

**excertos do meu Diário Pessoal escrito durante a minha estadia em Moçambique, entre Julho de 2010 e Agosto de 2011

23.7.12

Soutiens e Peluches




Esta imagem é fresquinha desta manhã.
Acabada de chegar à nossa "redacção"!
Temos um estendal com uma baleia, um cão tipo huskie e o famoso palhaço Batatinha, dos Batatoon!
Como tirei com a máquina do telemóvel não consigo fazer grande zoom, mas acho que dá para perceber que entre os peluches há um soutien preto.
Calha sempre bem uma peça de lingerie entre a doce ternura dos animais felpudos.
Quem diria que nos estendais da nossa cidade houvesse tanto erotismo!

19.7.12

das cinzas...

A Madeira. Viseu. Tomar. Tavira...
Ontem, pela hora do almoço, a caminho de Cascais, indo pela Auto-estrada e ao mesmo que olhava para a Serra de Sintra, pensei em voz alta: "Este calor e este vento é tudo o que é preciso para acontecer um grande incêndio..."
Não foi um. Foram quatro (até agora, além de uma Fábrica que ardeu com 9 mil pintos).
Cresci a viver o Verão com o coração na boca. A Serra de Sintra era sempre a mesma angústia.
Estava eu na Praia do Guincho, ou mesmo em casa dos meus Pais, e lá se vi o fumo denso e negro, ou se ouviam as sirenes dos Bombeiros em alta rotação.
E cheirava sempre a queimado e as cinzas chegavam a mim, como chega esta péssima lembrança dos meus Verões de criança pequena, em que não compreendia porque o fogo não se apagava de uma vez por todas.
Agora já sei que para apagá-lo é preciso haver quem lá se chegue. A pé, de carro, ou de avião. E para isso também é preciso dinheiro, e votos, e políticos.
Para mim não há conjugação de um cenário mais terrível.
Ver os bombeiros de braços estendidos e olhos pregados no chão, mangueiras secas, baldes vazios, pessoas a verem a sua vida a ser consumida, animais e pássaros perdidos, árvores e floresta dizimadas.
Quase que prefiro um tsunami a um incêndio descontrolado. O fogo apaga a terra, deixando-a estéril e feia.
E não há que se possa fazer (?).
Sempre me fez confusão ficar a ver o fogo, como quem assiste ao foguetes na noite da passagem de ano.
As imagens da Madeira, e agora mesmo com vários focos de incêndios a reacender, deixam-me de cabeça perdida. Não há nada que se possa fazer (?).
O que é aquilo?
Parece um inferno na terra, e nada justifica que aquelas pessoas mereçam ou tenham de passar por isto.
A voracidade do fogo é mil vezes superior a qualquer capacidade humana, o vento é gasolina em estado puro e este calor é um rastilho de pólvora.
Nada me resta senão escrever este desabafo e mandar palavras de alento a quem hoje vive este inferno.
E ainda a minha profunda graditão e respeito pelos bombeiros, autênticos soldados da paz e heróis desta história que se quer com final feliz.
Que das cinzas renasce a vida, e a natureza revive-se, mas há queimaduras que no homem não passam durante uma vida inteira - e sobre essas, aí sim, nada de pode fazer. Mesmo.

17.7.12

com este calor...

além de não conseguir fazer nada a não ser lavar os dentes e tarefas pouco mais complexas do que esta, parto na descoberta do lugar mais fresco da casa.
a casa de banho das visitas está até agora em nº 1. estou a tentar enfiar-me lá dentro com o computador e o Flash...

12.7.12

diários de moçambique** #1



Diário de Moçambique. Volume 2. "as raízes do princípio"
17 de Julho, 2011. Já no Ibo.

Estou no Ibo, e a sensação é diferente. Aqui sinto muito mais a sensação da despedida e não deixa de ser triste. (…)
Estamos na nossa casa, onde nada nos é estranho, onde conheço de cor o jardim e as árvores, os segredos e os truques de cada coisa – do frigorífico que só funciona se a chama estiver num determinado lugar, do filtro, do gerador e da bomba de água. Desta vida que foi tão simplesmente uma enorme espera, preenchida por um dia-a-dia demasiado simples. Feito de gestos tão simples, como cozinhar o pequeno-almoço, almoço e jantar. Ver a roupa a secar, ouvir a Rabina a limpar casa, ir comprar peixe, ver o peixe a grelhar, coser uma camisa rota, ouvir as crianças a brincar e a chorar logo às 5 da manhã, ouvir os galos e os pássaros. E esperar.
Foi uma vida de espera. Longe da família e dos amigos, longe do mundo.
É bom estar aqui, mas este contacto diário comigo mesma é demasiado intenso. Demasiado presente. Muito cru, demasiado a cru. (…)
Não sei quando voltarei. É estranho. A razão da minha mudança de vida, a razão de uma nova vida é agora uma despedida. Os dias são agora muito mais frescos e sabe bem dormir de janela fechada, com um lençol por cima. De manhã, quando fazia o pequeno-almoço, pelas 9  da manhã, estava a suar em bica, escorriam-me gotas de suor pelo pescoço. Hoje, foi muito mais fresco. Fiz tudo sem suar e sem estar a sentir-me a derreter viva. Sensações diferentes e diferentes conclusões.

**excertos do meu Diário Pessoal escrito durante a minha estadia em Moçambique, entre Julho de 2010 e Agosto de 2011

9.7.12

Onde se come o melhor bolo de arroz?

Deparo-me aqui com um verdadeiro busílis na vida pasteleiro-doceira deste Blog!

Rapidamente consigo responder a quem quiser ouvir, que onde se pode comer:
o melhor queque é nos "Queques da Linha" em Carcavelos | o melhor éclair de baunilha é na "Garret" no Estoril | a melhor parra é na "Dione" na Av. Álvares Cabral em Lisboa | a melhor duchesse é na "Versailles" em Lisboa | a melhor delícia folhada é na "Lomar" em Campo de Ourique | a melhor noz é na "Bijoux" em Cascais | o melhor palmier é no "Careca" no Restelo | o melhor pastel de nata é nos "Pastéis de Belém" | ... e podiamos continuar a manhã nisto, até que.
Mas. 
E então, e então minha gente pasteleira, onde é que se come o melhor bolo-de-arroz?
Não sei! Horror. Espanto.
Não sei, nem tenho uma ideia... acho isto descredibilizante e desmerecedor de toda a carreira blogueira que fui criando ao longo destes 3 anos.
Preciso da ajuda de todos na busca e na descoberta do melhor bolo que dá o nome a esta "chafarica".
Aguardo novidades.
Ide rápido comer bolos, que eu também.
Até breve.

7.7.12

o belo adormecido


Há uma certa altura do dia em que o Flash apaga-se do mundo e dorme como um urso.
Além de dormir durante a noite, em que sonha, mexe-se, abana a cauda e até chega a uivar, o meu fiel amigo dorme grandes sestas entre as 12:00 e as 17:00.
Quando estou em casa, ele deita-se no chão do escritório (atrás da minha cadeira) e lá vai ele na sua sesta de pelo menos 5 horas. Muda de posição 20 vezes, mas estando mesmo com a janela aberta, não dá a mínima importância ao que se passa lá fora: camiões, cães, gatos, buzinas, demolições, pessoas na escada no Prédio, etc...
Como nunca tinha posto uma foto dele a dormir, achei que era engraçado os caros frequentadores desta Pastelaria, ficarem a conhecer a versão sonolenta do cão mais agitado do planeta!

6.7.12

Mais um estendal com personalidade!


Desta vez foi o vizinho da frente.
Ora, temos um cão pendurado por duas patas. Não me parece estar muito contente por estar acompanhado por uma almofada, mas foi o que se arranjou para ir na máquina!

5.7.12

Viagens africanas #


Não importa onde te leva a viagem, mas sim o que ela faz de ti.” - Gonçalo Cadilhe

Viagem ao Niassa

Domingo, 10 de Julho 2011
Saímos de Pemba às 5h40 da manhã com uma primeira paragem em Nampula. Compramos pão e bananas. Seguimos até Cuamba, pela linha do comboio, já perto da fronteira com o Malawi, onde queríamos começar pela visita ao Lago.
Passamos a fronteira numa terra chamada “Entre Lagos”, o que serviria de porta de entrada para uma viagem à terra de ninguém, o poderoso Niassa.
Já no Malawi escolhemos dormir à porta do Parque de Liwonde, na linha da frente dos elefantes, que pelo frio sentido na noite anterior, tinham partido para as montanhas.
Com o nosso fiel Toyota Hillux entramos no Parque e pelo mapa do guarda, percorremos os trilhos daquela zona protegida.
No dia seguinte tornara-se impossível abastecer de gasóleo, as bombas estavama a seco no Malawi e por isso tivemos de voltar a entrar em terra moçambicana. Fomos numa tirada até Lichinga e daí para Metangula. E o Lago, o maravilhoso mar de Lago, apresentara-se à hora perfeita de pôr-do-sol africano.
Ficamos a dormir na Praia de Chwanga, numa casinha em cima das ondas de água doce. Eramos os únicos a ocupar o Lodge em plena época baixa (Inverno). Tomei pela primeira vez em muito tempo um banho de água quente. Os abençoados litros de água morna chegaram numa panela velha da cozinha, que tinha sido aquecida ao lume da fogueira. Nunca um banho me soubera tão bem e lavei a cabeça, como quem lava o corpo, por dentro e por fora, aproveitando o calor para se fazer evaporar de toda a tensão da viagem e dos quilómetros percorridos em estrada dura e de terra batida.   
Amanheci com o barulho ensurdecedor das ondas. Aquilo era afinal um Lago, mas conversava alto como o mar. Em Lichinga preparamos o caminho até Niassa. Sempre poucos planos, nada marcado, só a certeza de avançar.
Depois do café Delta e do queque na Pastelaria Maria, seguimos até Marrupa.
Foram 350 km de uma viagem ao centro de nós. Por a estada ser de bom alcatrão, permitiu aquela leve sensação de estar a conduzir sem nos aperceber para onde vamos. Quem conduz são os braços e os pés, a cabeça já não está ali. Os olhos vêem outras coisas. Horas de uma imensidão inexpressável de vales e montes a perder de vista, tudo verde, tudo silêncio, gente que não falava uma palavra de português, gente que não via gente há muito tempo.
Chegando a Marrupa, uma cidade com Escola e bomba de gasolina, seguimos pelas dicas de amigos e indicações dos locais, até à entrada da Reserva do Niassa. (dentro da Reserva só entram os guardas, caçadores, escuteiros e rangers, as dormidas para visitantes são à entrada da Reserva).
Corriamos contra o pôr do sol. Cada raio que se escondia debaixo da terra, era menos um segundo que tínhamos de luz. Em África o sol não avisa quando se esconde, ele simplesmente desaparece sem deixar rasto. Mas África é afinal a casa dele, onde pode entrar e sair quando lhe apetece.
No lusco-fusco que nos guiou e com o nosso carro que nunca nos abandonou, chegamos ao acampamento de Lugenda. Poucas horas depois, ouvia-se um leão tão nitidamente como se ouve o sino da Igreja.  Dois dias depois, de pura indulgência e prazer de estar no meio da selva africana com todas as condições e até grandes mimos, partimos para Montepuez, iniciando o regresso a casa, a Pemba e ao Ibo.
Sem mapas, nem sinal de telemóvel, percorremos 6 horas de caminho com uma bússola e uma fotografia de um mapa dos escuteiros no ecrã da máquina. Passamos por fogos, caçadores, babuínos, bifurcações de florestas, montanhas ocas e velhas, até que chegamos. Chegamos à cidade de Montepuez.  
Só então tive a real noção do que é o "porto-seguro". Do que é chegar verdadeiramente a um lugar que acolhe.
Esta viagem levou-me ao Niassa, mas em mim ela continuou por tantos outros caminhos.
Tantos que um ano depois ela ainda persiste.





3.7.12

Lisboa & Tejo



Lisboa e o Tejo.
Manhã, final da tarde e princípio da noite.
São fotos tiradas por mim, em momentos diferentes, locais distintos, mas a cidade é sempre a mesma, e é linda!

2.7.12

Histórias da Carochinha

Hoje começo o Workshop "Histórias Infantis: como escrevê-las" na Companhia do Eu.
Já perdi a conta a quantos cursos fiz nesta casa de criativos, sei que desde 2006 não consigo deixar de lá entrar!
Para este mini-curso devo preparar-me com duas coisas:
1. O livro com uma história infantil com que me identifique.
2. Uma figura infantil e a sua descrição: descrição física, onde vive, os seus poderes, etc...

Quando ao primeiro ponto, pensei em várias histórias, uma delas, a da Polegarzinha, do Hans Christian Andersen, que eu lembro-me adorar ler quando era pequena. Mas agora, quando fui procurar a história novamente, achei altamente imprópria e horrível para o universo infantil!
A Polegarzinha nasceu no meio de uma papoila e assim que dormiu uma primeira noite numa casca de noz, ficou logo sem Mãe, tendo sido raptada por um sapo, com quem era suposto casar. Tendo conseguido fugir, viveu todo o Inverno sozinha numa Floresta onde encontrou uma toca de uma andorinha que assim que chegou o Verão voou para longe, deixando-a outra vez sozinha. Depois de passar as passinhas do Algarve, a Polegarzinha lá encontrou um Príncipe, mas uma coisa muito forçada. Ela chegou a trabalhar para um rato, que a troco de abrigo, exigia que lhe limpasse a casa e contasse histórias, ela esteve para se casar com uma toupeira que a ía meter a viver debaixo do chão a vida inteira e ainda chorava de saudades da sua amiga andorinha, que a tinha abandonado. E a Mãe? Nada, nicles.
Mas onde, minha gente, é isto próprio para uma criança ler?
A Polegarzinha, nos dias de hoje, seria uma activista da APAV, estaria a estudar direito das mulheres, andaria há anos em terapia, não conseguindo estabelecer uma relação estável com qualquer elemento do sexo oposto, valendo-lhe apenas os tamanhos 0 das marcas de roupa e o IKEA Kids, evitando ter de se vestir com folhas e dormir em cascas de nozes.

Isto deve-me ter deixado com lesões profundas, acredito nisso, e vai daí resolvi levar uma Anita. Bem mais fácil,  uma miúda bem resolvida, divertida. Há o cão Pantufa e o Avô querido, existe uma família nuclear estável.


A história é a "Anita e o Dia da Mãe" e quando agora o reli, tive exactamente a mesma sensação de quando o li pela primeira vez. Ela e o irmão vão fazer uma surpresa à Mãe, e os dois fazem um presente super especial e personalizado (já a prever o futuro), com a ajuda do Avô e do Pantufa. Até o Pai diz que o que importa não é o valor do presente, mas sim a sua intenção.
No fim, rematam o presente com um ramo de flores do campo. Só coisas boas. Ficamos logo bem dispostas assim que acabamos o livro, querendo por outro lado marcar um encontro entre a Polegarzinha e a Anita, a ver se uma anima a outra.

Já agora, vou tentar que parte deste curso me sirva para encontrar uma escrita de histórias infantis bem mais coloridas e leves, porque de gente cheia de traumas e problemas na vida está o mundo cheio. Vivam as Anitas desta vida!