25.1.10

sinais do tempo

Peço desde já as minhas desculpas aos meus 3,6 leitores pela longa ausência de novos textos!
Mas os dias têm sido densos, além do céu cinzento. Parece que isso hoje está a mudar... vejo o azul do céu, ao fim de umas semanas seguidas de baixas (de)pressões.

E quando se vê o sol, parece que vemos a luz pela primeira vez. O sol voltou. Os textos ao Bolo de Arroz voltaram.

Ora, para esta semana, caros 3,6 leitores, escolhi o tema das coincidências. Dos acasos da vida, das forças do universo que nos levam a assistir e a viver experiências incríveis.

Tenho feito notas, para depois vos dar aqui alguns exemplos disso. Ultimamente tenho feito parte desses microsegundos em que tudo muda, simplesmente porque estou naquele local, naquele tempo.
  • Fui ao Pingo Doce, peguei em 6 ou 7 coisas, pedi um saco que custa 0,02€. a conta no final: 15€. Nem a mais nem a menos. Digo-vos que ir ao supermercado e acertar assim num número é para lá de impossível - é inédito. As coisas custam 3,56€ ou 0,19€ ou 1,17€. Isso tudo no fim não pode dar 15€ e o melhor foi o saco a 2 cêntimos que arrumou tudo certinho.
  • Fiz um jantar cá em casa no dia 16 de Janeiro. Eramos 14. Na véspera juntou-se mais um. Ficamos 15. No próprio dia apareceu um convidado inesperado, mas muito bem vindo. Ficamos 16 a jantar no dia 16...
  • Na semana passada de manhã, ali na zona no Rato, páro no semáforo e encontro uma amiga que atravessava a passadeira. Ela mora para aqueles lados. Nesse mesmo dia, passei no mesmo sítio, já à tarde, e ela lá vinha, desta vez a descer a rua, para voltar a apanhar aquela passadeira.
  • Passo todas as semanas em frente ao Hotel Sheraton, já é escuro e por isso tem as luzes todas acesas. Nos poucos segundos em que passo em frente à porta, o Hotel ficou todo às escuras! Puf! foi mesmo um apagão. Três segundos depois voltou a si.
  • Parada dentro do carro num semáforo em Lisboa, está ao meu lado um homem a falar ao telemóvel. Arranca. Minutos depois e noutra zona da cidade estou novamente parada numa fila para entrar num parque de estacionamento, o homem passa à minha frente dentro do carro. Teria prioridade. Estacionei o carro no parque e fui para os elevadores. O homem do telemóvel entra no mesmo elevador e subimos juntos até à saída.
Isto tudo na última semana!
Eu acho isto tudo tão maravilhoso que tinha de escrever sobre isto. São microsegundos em que tudo é perfeito. Um desvio mínimo e já não seria possível repetir-se.
É uma dança quase perfeita entre o tempo, o universo e o homem. Mas é ténue a linha entre a coincidência e a catástrofe...

12.1.10

Pontos fracos. #6 Sopas e duches a ferver

Por acaso até calha bem este tema!
Neste dia bonito, de temperaturas amenas, céu azul e sol brilhante...

Pois, a ironia inunda o bolo de arroz, uma vez que está um dia para lá de mau. Aliás tem existido uma metereologia para lá de má... Não sei se é por ter o Flash, o que me obriga a sair de casa e ir à rua, faça chuva ou faça sol, mas é impressão minha ou não tem parado de chover? Há semanas seguidas que dou por mim a apanhar molhas, o cão sempre ensopado, as ruas cheias de água e de lama.

Quando chegamos da rua parece que estivemos os dois numa trincheira a atirar bolas de lama ao inimigo. Mais ainda que o Flash "precisa" de correr e de dar asas à sua inesgotável energia e para isso temos de sair de casa e para isso temos de apanhar chuva.

Bom, mas o assunto não é esse.
O assunto é sopas e duches a ferver.

É verdade. Fala quem não é muito friorenta, nem uma flor de estufa; aliás, estas saídas para as trincheiras com o Flash não me abalam, sou feita de fibra tipo viking! Eu não sou deste tempo, não. Devia viver na Idade Média, ter uma horta e cavar batatas...
Daí que na Idade Média não haveria duche a ferver, sopa sim. E isto são duas coisas que eu adoro a ferver.

A sopa. O duche. E posso comer a sopa e a seguir tomar um duche.
Relativamente à sopa, adoro tanto pela temperatura como pelo conduto, excepção apenas feita à canja. Sim, a canjinha boa, cheia de massinhas a boiar, grãos de arroz, folhas de hortelã e bocadinhos de frango. Não gosto.
Quanto ao duche, tem de ser duche e não banho de imersão - porque se estiver a ferver cozo que nem canja. Adoro sentir a água a escaldar nos ombros e por aí fora... o meu Principe já perguntou se podia trazer gambas para a casa de banho, pois coziam enquanto eu tomava banho. Assim não me parecia nada mal - uma sopinha, duche e a seguir umas gambinhas cozidas com maionese.

Também gosto tanto, mas foi preciso fazer 30 anos para gostar de camarão. Aos 32 castanhas assadas.
Aos 33... canja?

9.1.10

Frio

Está um frio de rachar.

Dizem que é um frio polar.

O frio é hoje notícia.

Quando não há assunto, fala-se do tempo.

3.1.10

faz hoje um ano...

Foi no dia 3 de Janeiro de 2009 que fomos buscar o nosso primeiro cão, que hoje é o nosso melhor amigo - o Flash!

Já não me lembro do que era esta casa antes dele... de ouvir as suas patas a perseguir-me pelo corredor fora, sentir os olhos dele a espreitar na porta da casa de banho, os suspiros quando se deita por cima do meus pés, os dias que começam sempre com alegria e boa disposição, a gratidão muda que demonstra a toda a hora.

Também lá se foram uns tapetes, telefones, cd's, óculos, agendas, livros, cadeiras, quadros, relógios, porta-chaves, escovas, canetas, lápis, borrachas, carregadores, comandos e afins.

Mas entre objectos frios e sem vida e um par de olhos brilhantes e genuínos que falam comigo a toda a hora, acho que não é preciso escolher.