28.2.12

telegrama


Temo pela vida no meu Blogue.
Tarda nada estão a ver-me uma espécie de Alcina Lameiras ("não negue à partida uma ciência que não conhece") com o astrólogo Miguel Sousa, que dá consultas na Luciano Cordeiro, e tem contacto com o oculto, mais ainda a Fátima Lopes no programa da manhã, com uma mistura de Ana do Carmo a apresentar a "Arca de Noé" na RTP 1, em 1992.
Sendo assim, falo-vos um pouco de coisas, ditas do "fait-divers", aqui do lado do tabuleiro dos bolos.
Cenas simples, sem grandes profundidades.
Ora cá vai.
Fui ao Teatro Aberto ver a peça "Vermelho", que desde já recomendo vivamente. O cenário é fabuloso e estamos a 1 metro dos actores; como ficamos na 1ªfila, a sensação foi bem intensa. A seguir fomos cear ao Galeto. Que saudades tinha eu do Galeto e que maravilha é aquilo cheio de malta a comer bifes à 1 da manhã!
A semana passada fiz suspiros pela 387ª vez e foi tudo para o lixo, como seria de se esperar, sempre o mesmo resultado amorfo, desta vez inventei a receita, que era mesmo para dar em porcaria pela certa.
Tenho feito as minhas corridas junto ao Rio, sinto que ando a aumentar a minha velocidade, ou seja, já consigo fazer 8k em 50 minutos, o que não é nada mau!
O Flash está bem. Como este último fim de semana foi passado no campo a correr ao ar livre e solto como um touro bravo, comeu 2,750gr de relva e outras merdas, como canas, pinhas e paus e vai daí vomitou duas vezes a meio da noite (tendo ainda vomitado antes de vir para Lisboa). O que vale, como diz o Vet, é que o intestino dele é muito selectivo e não digere estas coisas espantosas que ele ingere.
Ando com ganas de mergulhos no mar e de praia. Como cheguei de Moçambique em Agosto e "esnobei" o Verão Lisboeta, vejo-me a braços com uma ressaca de Verão, principalmente de praia. Parece que agora sim, vêm ao cimo as consequência de ter vivido quase um ano de chinelo no pé.
O tempo tem estado bom para secar a roupa, mas se vivessemos com uma horta nas costas, estava tudo amarelado e seco. O que é mau!
Ando a ler muito e a escrever muito. Boa fase.
Stop.

27.2.12

Conversas do Divã #2


Resiliência, s. f. o contrário de fragilidade; capacidade de resistência de um material ao choque, a qual é medida pela energia necessária para produzir a fractura de um provete do material com dimensões determinadas; energia potencial acumulada por unidade de volume de uma substância elástica, quando deformada elasticamente.
Até quando resiste o material?
E quando o material somos nós, corpo feito de carne, ossos e cérebro, até quando se resiste?

Qual é a nossa capacidade de resistência? Diz-se que a carne é fraca, mas creio que o espírito pode ter uma capacidade de resistência de proporções desmedidas. Somos a tal substância elástica. Mas quando é que ela quebra? E quando quebra, sabemos que aconteceu? O que se faz? Juntam-se os bocados de elástico e voltam-se a colar com Super-Cola 3?

É mais ou menos assim. O que puxa o elástico é diferente de pessoa para pessoa, é uma força poderosa, quase mecânica, que quase sempre faz-nos entrar numa esfera de dor e sofrimento. O que causa o movimento difere, é certo, mas também é certo que pode haver quem sofra por não poder comprar uns trapos da nova colecção (lá estou eu a embirrar outras vez com a tipa com o Blog dos “365 dias sem compras”), ou não ir experimentar o Restaurante da moda.

Não é dessa dor que falo.

(Gente que habita ao nível do Fairy, por cima da gordura na frigideira dos bifes de perú, não é para aqui chamada; neste Bolo-de-Arroz vem quem quer, e eu aqui só falo de sub-solos interiores de cada um, vasculhando o mundo imenso, vastíssimo e maravilhoso que cada um é. Se quem me lê ainda está na fase da espuminha da loiça, que me perdoe, mas estes pensamentos e desabafos parecer-lhes-ão profundamente enfadonhos e chatos e daí mais vale não voltar cá. Façam o vosso “trabalho de casa”, pendurem pontos de interrogação por todo o lado e depois voltem.)

Falo de quem esticou o elástico até ao fundo de um poço e por lá ficou, meio às escuras, meio perdido, com o cheiro da água turva, pisada. E depois, quando teve a absoluta revelação da vida regressando ao cimo. Falo de quem o fez e depois enrolou o elástico como um cordel, guardando-o num bolso dentro de si. Todos temos um elástico, que nos persegue, que dobra esquinas, dá voltas no ar a rodopiar, que se deixa ser pisado pelos outros, que às vezes vai à máquina de lavar sem querer e fica uma papa mole e disforme. Todos temos um elástico e ele tem a sua capacidade de resistência. Ele, à partida, não é frágil. Tendo uma capacidade de resistência proporcional à nossa vontade, à nossa resiliência. O que é uma redundância: a nossa resiliência é proporcional à nossa capacidade de resistir que é igual à resiliência. Só se conhece a resiliência quando se é resistente, se assim posso concluir.

Para uns, há alturas em que se esquece o elástico, é tão pouco usado que perde elasticidade e ao mínimo esticão quebra. Para outros, que andam com o elástico para frente e para trás, estão a dar-lhe músculo e a torna-lo mais resiliente.

A dor não é por si só um fim, mas antes o início da caminhada que estica o elástico, e vai, vai, vai. Tem momentos de alívio, paragens suaves: recuos, avanços, paragens. Há momentos que pode levar a um fundo negro, a um buraco sem luz, mas usando a sua elasticidade musculada, recua, dá o salto inverso e volta à caminhada ora tensa, ora harmoniosa.

Diz o dicionário também, no final do significado: (Do lat.resilientia, part. pres. pl. neut. de resilire, “saltar para trás, recuar vivamente”)

Quando se dá o salto, vivo, enérgico é-se resiliente. Prova-se e atesta-se a capacidade do elástico, recomeça-se, retoma-se. E é isso que nos faz ser não-frágeis:  a capacidade de sofrer. Porque só é resiliente quem realmente sente a dor e a enfrenta.

Para mim é uma lição de vida. E é neste momento o meu melhor instrumento de criação. Para mim, o processo de criação passa pela dor, de outra forma nunca poderíamos ter tão melhor contacto com sentimentos, emoções. Em absoluto, de outra forma, nunca poderíamos ter um conhecimento tão real de nós próprios.

O resto está tudo na espuma da loiça. Deixá-los estar.

23.2.12

Deolinda

101 anos.
102 no dia 7 de Março.

"Quantos dias faltam para dia 7 de Março?"
"Será que chego lá?"

Estava muito quieta encostada ao gradeamento, junto ao lugar onde estacionei o carro. Fiquei preocupada, perdi dois segundos e perguntei se estava a sentir-se bem.
"Estou muito bem. Estou a apanhar sol. Na minha casa não bate o sol, nem de Verão nem de Inverno. Devemos apanhar sol nas costas. Faz-nos bem."
De facto estava era serena, como um gato dormente quando se põe ao sol.
Mora na Bica, quando pode vai ali absorver o calor e os raios de sol, nestes dias de seco Inverno.
A pele faz a fotossíntese, o corpo carrega-se de energia.

O Flash cumprimenta-a. Aproveito o momento e pergunto-lhe o nome.
Deolinda. É de Sesimbra.
"Consegue adivinhar a minha idade?"

(Eu e os velhinhos. Não tivesse eu perdido dois segundos, não teria conhecido uma "vizinha" com 101 anos, vestidinha como uma boneca, de olhos sem cor, pele translúcida, sapatinhos pretos e malinha na mão. Com este horror que me aflige, de velhos a morrerem sozinhos, aconselho que se faça o mesmo por aí. Fale-se com eles. Toda a gente faz gugu-dádás aos bebés e ninguém troca um dedo de conversa com um velho. Eles não mordem. Mas morrem de solidão.)

20.2.12

Outros Carnavais.

Ora, pois.
Aqui o Bolo de Arroz tem que confessar que era uma criança que adorava o Carnaval.
Eis-me mascarada de Cocas, feliz e acompanhada pela Estrumfina e seu cão, que era o Snoopy.
Repare-se bem no tamanho dos meus pés/sapatos, eu devia ter uns 8 ou 9 anos no máximo.
Nestas férias de Carnaval, a minha prima J. deve certamente ter vindo do Brasil, onde vivia, e de onde trazia toda uma vida para mim absolutamente maravilhosa: além de todo o merchandising da Xuxa (ela tinha as botas brancas com franjinhas, iguais às que a Xuxa usava!) havia as cassetes da Turma do Balão Mágico e as t-shirts da Bee! Daqui do nosso Portugal, tudo o que ela mais queria eram tremoços, que eu teimava em tentar encontrar uma maneira de os mandar para o Recife.
Não me lembro especificamente desta foto, nem desta "mascarada", mas tenho as melhores recordações destes tempos. Ficava a dormir dias seguidos em casa dos meus Tios, na Av. Infante Santo, ouviamos as cassetes das músicas brasileiras, que punham os "Onda Choc" num chinelo, treinavamos coreografias, vestiamos montes de roupas, faziamos passagens de modelos, viamos filmes, comiamos montes de porcarias, passeavamos o Snoopy. E pelos vistos ainda nos mascaravamos no Carnaval.
Eu sempre gostei do Carnaval e adorava mascarar-me (acho que ainda hoje gosto...). Das últimas vezes que o fiz foi de mecânico, com fato de macaco da Galp e as ferramentas nos bolsos! Percorri todos os clássicos: fada, bruxa, boneca de trapos, bailarina até chegar aos mais temáticos tipo africana, de cabeleira gigante, saia rodada e socas!
Nos tempos de Liceu o que gostava mais eram as raspas. Umas tiras que se raspavam nas paredes e largavam umas faíscas, aquilo dava cabo das paredes das casas, mas eu adorava o cheiro da "pólvora" queimada (não sei do que seria feito aquilo). Custava dois escudos e quinhentos cada tira, vendidas na papelaria da zona.
Nas aulas, havia sempre um rapaz que levava bombinhas de mau cheiro, era um pincel. A Professora mandava todos para a rua, o cheiro era insuportável. Mas era Carnaval, pois!
Depois também passei a fase dos balões de água e dos saquinhos de areia (cosidos à mão, a paciência), atirados de uma varanda em plena Marginal para cima dos carros que passavam.
Sempre que possível mascarada ou "enfeitada" com alguma coisa.
Foram mesmo outros Carnavais. Nunca ninguém (me) levou a mal!



17.2.12

Post-its à Aristóteles

Isto é verdade, verdadinha.
Desde há algum tempo que mais activamente fui-me dedicando ao "semeio" desta máxima.
Rita: faz o que gostas, faz o que te faz sentido. O resto virá. Acaba por acontecer.



Todos os dias aqui.

14.2.12

Conversas do Divã # 1


Os Significados.
Simplesmente há coisas na vida para as quais não tem de haver um significado.
E quando se chega a esta simples conclusão é como se um camião TIR com um contentor de 23 toneladas nos saísse dos ombros.
Se estamos tristes, estamos tristes e pronto. Não tem de haver um significado para isso. É o que é. Já passa. Façamos qualquer coisa como ir beber copos de água ou ir comprar uma vassoura à drogaria, que a de casa já está bastante “despenteada”. Mas se queremos estar na fossa, estejamos na fossa. Já agora que a fossa seja pelo menos confortável e simpática.
Para tudo na vida NÃO tem de haver um significado, pois é. Cheguei a esta maravilhosa conclusão aos 34 anos.
Currículum Vitae
Nome: Rita
Idade: 34 anos
Habilitações Literárias: Várias
Formação Profissional: em 2012 descobriu que nem tudo na vida tem de ter um significado.
Estou, qual Oprah, a acumular lições de vida e a fazer disso o meu curriculum.
Repito: Não. Não temos de dar um significado a tudo.
Assim, quando caí uma parede no mercado de Setúbal, ou uma pessoa leva com um camião em cima quando ia na passadeira, perdemos o telemóvel com os números todos, a carteira fica na mesa do café, perdemos aquela casa que andávamos à procura uma vida inteira, aqueles sapatinhos tão lindos só há até ao 39, o cão mija as pernas do vizinho, perdemos as chaves de casa, comemos quatro pastéis de Belém seguidos, carregamos no botão errado do elevador, o nosso marido deixa de gostar de nós ou nós deixamos de gostar dele e gostamos de outra pessoa, compramos roupa que nos fica realmente mal, choramos no duche, choramos no metro, choramos quando vamos com o carro à inspecção, não apetece estar com ninguém e pensamos num retiro mundial, queremos viajar de carro até ao Sudão ou visitar uma amiga que está na Indonésia.
Assim, quando isso acontece, acontece porque acontece. Deve haver um INE algures no ciberespaço onde estes “eventos” estão registados como as coisas da vida que acontecem a qualquer um sem razão nenhuma. E não acontece porque discutimos na véspera com a senhora dos Correios, gritamos com um filho, fizemos um manguito ao taxista ou porque somos mesmo uns pobres da vida, uns coitados a quem já só falta carregar com bilhas de gás para um 4º andar de escadas.
Claro que tais “eventos” acabam por influenciar o estado de espírito, mas tenho aprendido a simplesmente não ter de dar um significado a tudo. Não só ao que nos acontece, mas principalmente, ao que sentimos.

Sou muito organizadinha. Sempre usei agenda, aos 10 anos tive uma agenda (para que é que uma criança de 10 anos precisa de uma Agenda?). O que dá para perceber a minha necessidade de não só registar tudo, como encontrar um dia para tudo, uma semana, uma Estação do ano. Uma razão, no fundo. Um significado.
Não, as coisas não têm de acontecer por uma razão. Sim, a vida tem coisas lixadas. E às vezes calha-nos uma coisa lixada. Ou sentimo-nos tristes como um cão vadio. Na vida há coincidências, há coisas que são mesmo do diabo e muitas e tantas vezes a realidade supera a ficção.
C’est la vie!

13.2.12

É Hoje!!


E é aqui, na Cozinha com Alma, que tudo vai começar.
Este é o negócio social que já tinha feito referência no Blogue, em que estou envolvida, como voluntária. A Cozinha com Alma é um serviço de take-away para todos, mas com a particularidade de ter uma Bolsa Social.
Significa que quantas mais refeições forem vendidas ao público, mais famílias carenciadas irão beneficiar de preços muito reduzidos na compra dessas mesmas refeições.
A Loja, ainda em lugar provisório, abre hoje às 12:00 em Cascais, na Rua Eça de Queiroz 379 (zona da Pampilheira, próximo da CUF).
Começa agora em Cascais, mas o objectivo é crescer mais.
Funciona todos os dias de 2ªfeira a Sábado, com um Menu Semanal e vários produtos congelados.
Ainda são precisos voluntários para a Cozinha, no embalamento e selagem das embalagens e para o Apoio Administrativo.
Toda a estruruta está assente em voluntários e parcerias-chave com Supermercados, Restuarantes, Produtores, Armazenistas e a Comunidade local.
Estou muito feliz e tenho um imenso orgulho na Joana e na Cristina que num ano conseguiram dar forma a uma ideia tão "simples": ajudar as famílias que passam por uma "pobreza envergonhada", pois o público alvo são aquelas pessoas que não têm qualquer tipo de apoio, como Banco Alimentar ou Misericórdia.
Eu fui assistindo ao arranque desde Moçambique e assim que aterrei, colei-me à iniciativa.
Adoro estas ideias, adoro gente que anda com coisas para a frente, mesmo quando só se fala em crise, mesmo quando toda a gente tem medo de fazer seja o que for.
Adoro gente com alma!

11.2.12


Vamos no trânsito, pára, arranca, olhamos pela janela, temos o telemóvel à mão, tiramos uma foto.
Quando isso acontece e o resultado é este, só me resta pensar que a minha cidade é linda!
Vocês não?!

8.2.12

Progressos!


E pronto.
Foram precisos uns quantos velhinhos aparecerem mortos e abandonados, foi preciso a RTP fazer um mega programa em directo (semana passada) com todas as partes para quem este problema da solidão dos idosos nas grandes cidades é urgente, os jornais começaram a levar este assunto a sério, toda a gente a unir-se e assim...
Chegaram as medidas certas.
E isso deixa-me feliz.
A PT ofereceu equipamentos de Teleassistência à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Agência de Publicidade Lalaland, fez esta Campanha (novinha, a estrear) em pro bono.
Assim é que tem de ser!
No século passado, pelos anos 60, Portugal tinha uma taxa de mortalidade infantil de 77%, qualquer coisa ao nível de um País hiper-sub-desenvolvido. Hoje, tem uma das mais baixas taxas do mundo!  Conseguimos fazê-lo em pouco mais de 20 anos.
Acredito que com este drama real e doloroso dos idosos que vivem tão sozinhos e esquecidos, conseguiremos fazer o mesmo.
É preciso é haver planeamento, estabelecer metas, objectivos, traçar caminhos bem pensados. Tudo o resto vai surgindo.
Haja vontade!

5.2.12

Das coisinhas da vida #5


Dos Animais.
Da minha paixão pelos animais. De pessoas como Jane Goodall, Greg Carr, Katy Payne e Cesar Millan e a sua profunda paixão pelos animais.

É verdade. Sempre gostei de animais. Comecei pelos cães e gatos, passando pelos periquitos, peixinhos dourados, depois ainda um hamster e a vã tentativa de uma iguana (que nunca consegui ter, pois tanto os meus Pais como o meu marido acham um bicho horrível). Os habitantes da Savana Africana conheci-os mais tarde, assim como os misteriosos seres dos Oceanos. Adoro cães, ursos, mochos, vacas, borboletas, lagartixas, carneiros, gaivotas, burros, focas, elefantes, baleias, pardais, lontras, corujas, leopardos, girafas, osgas, cabras, leões, chimpanzés, patos, hienas, golfinhos, cavalos, papagaios, tartarugas, gatos, cegonhas, crocodilos gosto até de cobras e acho alguma graça a alguns insectos (os gafanhotos, depois da experiência africana, comecei a suportar melhor partilhar com eles o mesmo hectare de terra).
Adoro sentir-me parte do Universo que nós (homens) e eles (animais) partilhamos.

Apesar de não usarmos o mesmo código linguístico, sinto que têm tanto a nos ensinar e a nos surpreender. Acredito na superior força da natureza e por isso acredito que, no final de tudo, eles são superior a nós. Respeito-os. Admiro-os.

Nesta revista da National Geograhic (de 2008) fala-se de uma investigação feita às capacidades não-instintivas dos animais, como ter capacidade de inventar, planear, criar novas palavras e até construir um vocabulário de 300 palavras como a Betsy, a Border Collie da capa da revista. O olhar da cadela é extraordinário. Ela está a ”falar” com o fotógrafo. E falou comigo, que comprei a revista sem hesitar.

Gosto de estar com os bichos, rodeada por eles. Sinto-me sempre bem ao pé de cães e gatos, no meio da savana, a mergulhar no mar, a observar pássaros, numa quinta cheia de animais. O contacto com os animais é para mim uma espécie relação cósmica, muito especial que se reverte num entendimento de mútua contemplação e interiorização.

E o mais interessante é perceber e saber, como já me foi dito várias vezes por quem trabalha directamente com animais, que eles afeiçoam-se aos humanos de uma maneira incrível, mesmo até os pássaros e leões da savana, tal como se sempre quisessem estar ao nosso lado. E nós, como já se sabe, de uma maneira geral, não compreendemos essas ondas de comunicação e ainda fazemos muito pior, tratando-os mal.
Mas dá-me ideia, ao final de contas, que quem anda a perder somos nós.

1.2.12

Acabou-se...



Confirma-se que 2ªfeira à noite vamos passar a fazer malha e a jogar ao Stop.