20.2.12

Outros Carnavais.

Ora, pois.
Aqui o Bolo de Arroz tem que confessar que era uma criança que adorava o Carnaval.
Eis-me mascarada de Cocas, feliz e acompanhada pela Estrumfina e seu cão, que era o Snoopy.
Repare-se bem no tamanho dos meus pés/sapatos, eu devia ter uns 8 ou 9 anos no máximo.
Nestas férias de Carnaval, a minha prima J. deve certamente ter vindo do Brasil, onde vivia, e de onde trazia toda uma vida para mim absolutamente maravilhosa: além de todo o merchandising da Xuxa (ela tinha as botas brancas com franjinhas, iguais às que a Xuxa usava!) havia as cassetes da Turma do Balão Mágico e as t-shirts da Bee! Daqui do nosso Portugal, tudo o que ela mais queria eram tremoços, que eu teimava em tentar encontrar uma maneira de os mandar para o Recife.
Não me lembro especificamente desta foto, nem desta "mascarada", mas tenho as melhores recordações destes tempos. Ficava a dormir dias seguidos em casa dos meus Tios, na Av. Infante Santo, ouviamos as cassetes das músicas brasileiras, que punham os "Onda Choc" num chinelo, treinavamos coreografias, vestiamos montes de roupas, faziamos passagens de modelos, viamos filmes, comiamos montes de porcarias, passeavamos o Snoopy. E pelos vistos ainda nos mascaravamos no Carnaval.
Eu sempre gostei do Carnaval e adorava mascarar-me (acho que ainda hoje gosto...). Das últimas vezes que o fiz foi de mecânico, com fato de macaco da Galp e as ferramentas nos bolsos! Percorri todos os clássicos: fada, bruxa, boneca de trapos, bailarina até chegar aos mais temáticos tipo africana, de cabeleira gigante, saia rodada e socas!
Nos tempos de Liceu o que gostava mais eram as raspas. Umas tiras que se raspavam nas paredes e largavam umas faíscas, aquilo dava cabo das paredes das casas, mas eu adorava o cheiro da "pólvora" queimada (não sei do que seria feito aquilo). Custava dois escudos e quinhentos cada tira, vendidas na papelaria da zona.
Nas aulas, havia sempre um rapaz que levava bombinhas de mau cheiro, era um pincel. A Professora mandava todos para a rua, o cheiro era insuportável. Mas era Carnaval, pois!
Depois também passei a fase dos balões de água e dos saquinhos de areia (cosidos à mão, a paciência), atirados de uma varanda em plena Marginal para cima dos carros que passavam.
Sempre que possível mascarada ou "enfeitada" com alguma coisa.
Foram mesmo outros Carnavais. Nunca ninguém (me) levou a mal!



1 comentário:

Anónimo disse...

Sempre a mesma.Viva o carnaval.