27.12.13

Para ler e pensar

Há que ler este texto escrito pelo Brad Pitt a propósito do seu casamento com a Angelina.

Couples & Co.: I lost hope and thought that we’ll get divorced so...:      

“The woman is the reflection of her man. If you love her to the point of madness, she will become it."

E mais não digo!

24.12.13

as janelas


 
A felicidade é uma opção.
 
As opções são janelas que abrimos ou gavetas que fechamos.
Abri 24 janelinhas com o Martim, num Natal novamente diferente.
Já o passei numa Ilha no meio do Índico, a 9 mil kms da família, com 40ºC e descalça, agora vou passá-lo junto da família, em casa, quando finalmente fui Mãe, tendo o meu filho mais desejado, mas não vou estar com ele na noite de Natal. 
 
O Martim permanece aqui dentro, como eu sei que permaneço dentro dele.
 
Se tudo isto que aqui passamos é por um mero acaso, então façamos da nossa vida o melhor possível.
Por isso digo, a felicidade é um conjunto de escolhas que fazemos. Circunstâncias da vida há que não podemos controlar, acontecem exteriormente a nós, mas com isso temos de contar. E a ideia de que nascemos com um saldo de momentos maus e bons por que temos de passar é para mim totalmente errada.
Mesmo o sem abrigo, o é, porque num dado momento da vida dele fez escolhas, tomou caminhos que o levaram até aquele ponto. 
A quem a sorte bafeja, o azar também pode calhar - a sorte trabalha-se, conquista-se, o azar enfrenta-se!
O meu Natal é sobre essas janelas que se abriram na minha vida e outras gavetas que se fecharam, é sobre viver o melhor que posso com aquilo que a vida me dá, é sobre ajudar os outros a saber escolher, é sobre dar sem nunca esperar em troca, é sobre cuidar dos meus amigos e dos meus Pais e do meu irmão, é sobre ser inteira para o meu filho e ele viver dentro de mim, sempre, em permanência, mesmo não estando fisicamente comigo, é sobre optar pelo sorriso em vez da crítica, é sobre projectar-me em mim, gostando de mim como sou, em vez de comparar-me com os outros, é sobre dar graças hoje e sempre pelo acaso que a vida me deu em estar aqui.
 
Feliz Natal!



19.12.13

Flash 2 - Pai Natal de chocolate 0


Dizem que o chocolate faz mal aos cães.
O Flash comeu dois pais natais de chocolate ontem à noite... 
Até agora esta tudo normal!

17.12.13

o Natal é quando eu quero!

 
Hoje ao almoço foi assim.
Juntei três amigas daquelas que vivem cá no fundinho do meu coração. Engomei a toalha de renda, tirei o melhor faqueiro, usei o melhor serviço de porcelana, lavei os copos de cristal, pûs guardanapos de pano como deve ser, flores na jarra e vinho a preceito a regar um bacalhau espiritual bem apurado.
Temos de aprender a viver cada dia como se fosse só e apenas hoje. Amanhã logo se vê. Hoje brindei a ter junto de mim as melhores amigas, em estarmos bem e a cada uma ter os seus filhos com saúde.
O resto que se f***!
Os amigos são mesmo a família que escolhemos e eu tenho a sorte de ter os melhores que existem no mundo.
Quem quiser que brinde comigo também!

12.12.13

A Mala



 
mala preta em pele
dimensões: 80 x 60
duas fivelas e uma pega ao meio
 
 
Já não se lembra da última vez que usou a mala de viagem. Já não se lembra da última vez que viajou. Deve ter sido há algum tempo. Hoje as malas são de plástico duro com fechos metálicos e códigos secretos. Aquela mala era antiga. As viagens deviam ser por isso bem antigas.
Viagens de comboio, em que se fumava sentado no banco alcolchoado de napa, com mesa para gamão e cartas, viagens de camioneta, em que se parava para merendar, fazer a sesta e o tricot, viagens de barco, em que se mudava de fato à hora do jantar e se escreviam cartas no porão.
Ver as Tias, visitar o primo, enterrar o Tio, voltar a casa, passar o Verão com a irmã, levar os livros e os discos, trazer as broas e as garrafas de azeite, namorar na praia, ver a chuva num jardim, escrever postais e ter saudades.
Já não se lembra da última vez que sentiu saudades. Afinal, é por isso que se viaja, pelas saudades que a mala leva e traz.
Esqueceu-se das saudades.
Talvez não precise delas.
Talvez não precise de viajar. 


8.12.13

Conto de Natal


 
Há muito, muito tempo que aquela família vivia naquela casa e sempre, sempre a dia 8 de Dezembro faziam a árvore de natal e o presépio.
Daquela casa foram saindo as crianças que cresceram, entrando mais tarde adultos, e a árvore deixou de ser verdadeira, como se a magia das crianças tivesse desaparecido, saindo de casa com elas. 
Mas certo dia, depois de muito, muito tempo voltou uma criança aquela casa, que a encheu de vida e de luz. Foi muito desejada e estavam todos muito felizes.
E assim, no dia 8 de Dezembro, voltaram a fazer a árvore, o pinheiro com o cheirinho do Natal das crianças, que toda a família enfeitou com muito amor e carinho.

 


7.12.13

Xico

 
Manhã a caminho da creche. Rotina do costume. A chegar ao momento de atravessar uma Avenida, vem um cão, cachorrinho, direito a mim, todo contente e completamente perdido. Tinha sido abandonado. Uma senhora viu da sua varanda um carro a parar e a despejar o cão naquele pedaço de largo, beco sem saída.
Percebi logo que tinha chegado a minha vez... a minha vez de ajudar um cão abandonado a encontrar um dono.
Vinte minutos depois, o carro todo vomitado, o bicho a fazer xixi pelas pernas abaixo e eu bato com o nariz na porta do Canil Municipal : está cheio!
A abarrotar de cães e gatos. O Xico (dei-lhe o nome pelo Santo que o protege) não tinha hipótese. Preencher papelada, fazer telefonemas. Arranjou-se um quintal, provisoriamente serve de casa, mas temos de encontrar uma solução.
Para mim, abandonar um animal, é o acto mais cobarde do mundo, é como bater em mulheres ou mal tratar crianças. Os bichos são seres indefesos, sem voz. 
Por ano, em Portugal, abandonam cerca de 10 mil cães e gatos.
Tenho sempre em mim uma frase que li algures: o nível de civilização de um País é visível pela forma como esse povo trata os animais de companhia.
Bem vindos à Idade Média!
 
 


5.12.13

Outono perfeito!

 
Há muitas razões para eu gostar do Outono, e esta foto é uma delas (sem filtros!).
Só no Outono se tiram estas fotografias, que mais parecem cenários daqueles estúdios de fotografias com alcatifa gasta.
A temperatura está um bocadinho baixa, há frio por todo o lado, as colheres de café estão frias, as maçanetas das portas estão frias, as almofadas estão frias, enfim.
Além disso está uma seca do pior, tarda nada já vem alguém dizer que isto convém que chova senão seca tudo pelo Alentejo.
Mas na verdade, estes dias de céu azul absoluto são uma autêntica benção para nós, os portugueses que vivemos neste cantinho tão especial.
Pela Europa fora já neva e chove granizo, já se respira nevoeiro.
E eu, a cinco minutos a pé de minha casa, tenho este cenário.
Há que dar valor ao que é de incalculável riqueza!
 


4.12.13

follow me!



 
Andei por dois dias a acompanhar um grupo de 10 russos que pela primeira vez visitavam Lisboa.
Nenhum deles era de Moscovo, três até vinham da Sibéria; da capital só mesmo a tradutora!
Passeamos por Sintra, Cabo da Roca, Cascais, Belém, Castelo, Baixa e Chiado.
A vista infinita do Palácio da Pena, o pôr do sol no Cabo da Roca, o mar e o sol absolutamente fantásticos, o cheirinho a pastéis de Belém acabados de fazer, a imponência de um Mosteiro que levou 100 anos a construir, os pavões vaidosos do Castelo de São Jorge a as ruas sirigaitas de Alfama, a ordem desordenada da Baixa e o charme da calçada, os poetas do Chiado e as castanhas do Rossio.
Foram dois dias em que fui turista na minha cidade e senti muito orgulho na nossa História, que é única: somos um País de descobridores, autênticos aventureiros, e de poetas. Nunca seriam duas coisas que se juntassem, mas connosco é mesmo assim. A mistura é bem improvavél, como seria ver um mega fogo de artifício no minuto em subimos ao Miradouro do Elevador de Santa Justa.
Mas a verdade, é que aconteceu!
Tiraram tantas fotografias durante dois dias, que pareciam estar num Safari a ver leões e elefantes.
Para eles, Lisboa é uma cidade branca, de telhados encarnados com mar e céu azul.
E assim, mais 10 russos deixaram o coração por aqui.
 
 
 


3.12.13

Rua das Portas

 
Andei, em certa altura, por Lisboa, a fotografar portas e mais portas com o meu Flash a servir de modelo.
Acabei por não partilhar a minha porta, e ora aqui está!
A minha porta, agora em Cascais, é a da direita.
O modelo é o mesmo.