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O que se faz com a memória?

Estou cada vez viciada em viver o presente, faço exercícios, desafio o meu cérebro, ele que se atreva a desviar-me do dia - do hoje.
Viver assim, um dia por si, é mais simples - e é verdadeiramente fácil, viver-se.
As memórias e o futuro, o vazio do futuro é que "estragam".
As memórias são aqueles barcos, fundos, pesados de lastro, com limos agarrados ao casco, famílias de mexilhões, madeira pesadíssima, mas que navegam. Têm velas cosidas com linha de corda, de pano grosso, gordo do sal que o faz inchar. Navegam de bússola. São pesados, mas sempre certeiros. Não têm GPS ou cascos em fibra de carbono, mas chegam onde têm de chegar.
E para que nos servem estes barcos? São belíssimos.
O que faço eu com o meu barco? Serve-me para quê?
Para escrever, sem dúvida, e mais?
No fim de semana, passou na RTP Memória (nome tão sugestivo), uma reportagem de 1997 no Ibo (Mar das Índias). Com apresentação do Miguel Portas, filmado uma época pós guerra-civil, com zero expatriados, turis…

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