a melhor versão de mim
Fui a Marrocos. Fui a Marrocos de Fés a Marraquexe e passei pelo deserto. Dormi uma noite no Sahara e cumpri a "profecia" que me tinha sido ditada um ano antes.
Em Bali, Agosto de 2017, tirei uma carta (uma espécie de Tarot, não sei exactamente), seria a última carta da nossa viagem inesquecível. Foi a carta número 40: a mulher no deserto. Era a imagem de uma mulher de cabelos loiros a caminhar no deserto. E eu não descansei enquanto não fui ao deserto.
Curioso, sendo eu uma pessoa que me lamento das solitudes desta vida, de mãe sozinha, de mulher sem ser amante, de sedução espelhada num vazio, de um vazio de querer estar junto, ter ido parar ao deserto.
Nunca tinha sentido tais ausências na vida: de escala, de proporção, de barulho, de presenças, de pegadas, de coisas, de exteriores. Quando tudo é interior, todos os interiores são desertos.
Pus-me a jeito, percebendo a coragem de que sou feita e abri o peito ao que dali poderia vir.
Fiz o meu "baptismo da solidão&q…


