31.10.13

ficou assim.....

 
...o "meu" primeiro chapéu de Halloween, no meio dos outros, feitos pelos Pais dos meninos da sala do M.
Não ficou nada mal, hein?
Quando o fui lá deixar de manhã, a educadora abriu-me a porta vestida de bruxa, de anteninhas com aranhas a dar-a-dar!
 
 

30.10.13

xaram

Aqui está o resultado!
O chapéu do chinês serviu para cobrir o outro em espuma, comprei esta fita cor de laranja para dar uma cor e as abóboras foram cosidas na aba.
A educadora quando viu disse: "ah... 'tá bem..." como quem diz: "foste esperta, foste!"
Mas em menos de 24 horas foi o que consegui e estou muito orgulhosa do nosso primeiro trabalho da escola!
Depois mostro como ficaram os chapéus da sala dele todos juntos!
 
(o caixote do lixo lá atrás está péssimo... só reparei agora!)


29.10.13

trabalhos manuais


 

Estive ausente por uns dias daqui do estaminé.
O M. teve a sua primeira dose de virosada na creche, foi quase uma semana de "baixa" em casa.
Hoje, quando voltamos os dois, levei logo com o recado do halloween. Tenho de decorar um chapéu e levá-lo amanhã para a creche.
Eu que não acho lá grande graça ao tema, mas pronto. Mãe é mãe.
Fui ao Chinês comprar umas fitas, umas abóboras e um chapéu preto que encaixou na perfeição neste que era suposto decorar... fiz batota, mas num dia não dava para grandes pinturas e afins.
Pedi ajuda à minha Mãe na parte das costuras e fiz questão que o M. assisti-se a tudo; e até brincou com a abóbora!
Até que ficou engraçado, amanhã já vos mostro!

25.10.13



 
O que está para além de um dia de chuva, meio cinzento e triste?
Certa manhã de princípio deste estranho Outono, húmido, quente e chuvoso, em passeio com o Flash e depois de deixar o M. na creche.
São os pequeninos "milagres"...



22.10.13

almoços & amigas



 


Se há pessoa que adora uma hora de almoço com uma, ou mais, amigas sou eu!
Sempre aproveitei muito bem as minhas horas de almoço para ir alimentando e cuidando as minhas amizades. Acho que não há melhor altura para um tete-à-tete entre mulheres, com os maridos nos trabalhos e os filhos nas escolas.
As saladas, as massas, as sobremesas, as conversas e as terapias que fazemos entre nós.
É óptimo!
Não há dia da semana em que não tenha um almoço.
Vou eu a Lisboa, ou venham cá a casa.  
Também se trabalha enquanto almoça, além de se rir (bastante) e até chorar, como convém ao mulherio quando se junta.
De todos os pretextos para almoçar, o meu preferido é o simples encontro; nem tudo tem de ser por uma razão, o importante é estar a viver aquele momento. 


21.10.13

o primeiro trabalho



O meu bolinha já fez um primeiro trabalho na creche - desenhou o pé e a mão.
Tem aulas de música e até já tirou fotografias com a turminha.
Tão pequenino e já cheio de actividades e de coisas divertidas.
Reforço a decisão de o ter posto na Creche, acho que é o melhor sítio onde estar e adoro todo o ambiente, só o facto de ter entrado no "reino do ranho" é que me faz pôr as mãos na cabeça.
Já me tinham dito: creche é ranho, e ranho é na creche.
Pois é!

20.10.13

de volta às lides



 
Ontem à noite, lá fui!
Nunca parei mas só corri 5 kms... longe vão os tempos das minhas corridas de 10 kms.
Mas isto é tudo um recomeço, e com jeitinho haverei de lá chegar.
Já me tinha esquecido de como é divertido correr no meio da cidade, e de noite. Fiz uma vez a corrida de São Silvestre e andar pela Avenida da Liberdade, Rossio, Baixa e Terreiro do Paço sem carros, só com o som da corrida no alcatrão, é muito bom!
Desta vez foi a Night Run, uma coisa que custou 18€ e que a meio (nos 5km) não tinha já águas para ninguém, isso, uma vergonha!
Mas o ambiente era animado, o Terreiro do Paço cheio de malta, música, imensa animação.
Correr está na moda, qualquer marca se cola a uma corrida, corre-se por tudo e por nada, mas no final de contas o importante é que se corra - é sempre melhor do que ficar no sofá!
Fiz uma mísera prova, com um mísero tempo, mas fui, nunca dei folga à passada de corrida, e no fim até tive medalha!
 


18.10.13

os lugares e o tempo




Foi este o meu quarteirão durante uns três anos, entre ter saído de uma outra casa em Lisboa, na Rua Pascoal de Melo (onde comecei a escrever este Blog), ir para Moçambique e voltar, engravidar, nascer o M. e ter voltado para Cascais.
Vivi numa Travessa a dois passos desta esquina, típica de uma Lisboa de mão na anca, sardinha no fogareiro, vista sobre o Tejo, calçada preta, estendais infinitos, o 28 sobe e desce, turistas de mapa na mão e o Adamastor em posição de aviso.
Foi praticamente à porta de minha casa que filmaram o "Night Train to Lisbon", que eu cheguei a documentar devidamente no Blog (ver aqui). Nos passeios com o Flash, todas as manhãs, durante uns dias, cruzava-me com o Sr. Jeremy Irons; a certa altura tornou-se banal.
Só agora, um ano e meio depois, é que finalmente vi o filme!
Gostei muito, principalmente porque documenta tão bem a nossa cidade e em especial o "meu" Bairro tão  bonito.
Certo que agora moro em Cascais, mas todos os pretextos me servem para ir a Lisboa: almoços, rotinas, reuniões, consultas...
Esta semana fui três vezes a Lisboa, mas agora vou de comboio. Há muito tempo que não fazia a viagem Cascais - Lisboa. É tão mais simples, barato e prático. Pois tudo o que me interessa está entre o Cais do Sodré, Chiado e Baixa. É ideal e custa pouco mais de 1,50€.
É verdade que cada vez que saio do comboio e piso a calçada lisboeta sinto saudades, sou melancólica por natureza, e Lisboa, em especial este quadrante entre Santa Catarina e a Baixa, guarda muitas boas memórias de uns tempos passados.
Adoro Lisboa, é bom ir e voltar. Porque adoro morar onde estou agora, passear com o M. nos parques, ir até ao Guincho, correr junto ao mar.
Este é o tempo certo para estar onde estou. Como aquele tempo, era o momento certo para viver naquele lugar. 
Tudo tem um lugar. Todos temos um lugar. E eu tenho a sorte de ter vários e de gostar de todos, revisitando-os  e vivendo-os quando quero e posso.     

17.10.13




 
 
Agora?!
Agora é que a Revista da TAP, a UP, resolveu dar o devido destaque ao nosso Douro e reservar-lhe uma declaração de amor?!
Quem me conhece e me lê, sabe bem aos anos e ao tempo em que eu me debato por isto, é o lugar mais bonito de Portugal e talvez do mundo. Não há nada mais sério e mais genuíno no nosso País do que o vinho do Porto, do que aqueles socalcos e aquelas Quintas carregadas de história e de passado.
O que depois cada um lá sente, já é com cada um, mas eu durante algum tempo pensava que era só eu que sentia aquela paixão pelo Douro.
Este Verão e pela época das vindimas vi pela primeira vez o fenómeno Douro chegar às bloggers mais famosas e aos famosos do nosso Portugal. Foram convidados a ir ao Douro, a vindimar, a experimentar o que é ser Douro. Foi vê-las todas derretidas com tudo, como era bonito o Rio, as vinhas, os poemas ao sol e à lua, o deleite pelo néctar, e que afinal era tudo tão português, tão nosso, tão bonito.
Agora?!
Mais vale tarde do que nunca.
Pois é.


16.10.13

o que fica e o que vai - II

 
 
É inevitável que o meu regresso a Cascais traga recordações e me leve a sítios que são parte de mim. É como se eu daqui a muitos anos voltar a Moçambique, Pemba, ou ao Ibo. Um bocado de mim ficou lá. Como era suposto ficar, para que quando um dia eu voltar, eu me encontre naquele lugar. Há lugares que são pedaços de nós mesmos. Todos temos esses lugares.
Por muitas vezes, preferimos não revisitá-los, porque a presença do corpo, o seu peso, pisando o mesmo chão de um passado, traz saudade, dor, melancolia, faz a pele ficar arrepiada, baralha o nosso cérebro que julgamos tão bem controlado.
Um bocado de mim está nesta Vila. 
Se certo dia passei e entrei pela drogaria da minha infância, ou pela Pastelaria das nozes, chegou o dia em que voltei à minha Escola. Foi aqui, neste Liceu, que estudei do 7º ao 12º ano.
Foi há 20 anos.
Fui uma miúda muito feliz neste lugar. Tive imensas amigas, muitas, quase todas que hoje se matêm, amigas que se por um acaso encontro, no meio da rua, conversamos como se tivessemos outra vez 15 anos, sem nenhum tempo ter passado entre nós.
Lembro-me de cada sala, de cada canto, das cadeiras velhas, da chuva que entrava pelas janelas, dos intervalos, do Bar, dos bollycaos e do frisumo, das péssimas aulas de ginástica e das óptimas aulas de Filosofia, das calças de ganga que já andavam sozinhas, de ir a pé para o Liceu todas as manhãs fizesse chuva ou sol, das minhas canetas de tinta permanente, dos almoços na Pastelaria Sacolinha, de quando a Marina engravidou, de quanto o Martim teve um acidente horrível e perfurou uma costela numa grade, de quando caí de mota e apanhei o susto da minha vida, de quando os Pais da Joana se separaram, de quando dei um estalo ao João Paulo à porta da sala de matemática.
Todo esse tempo que passei, não volta. E quando o vivi, não seria suposto saber que nunca mais o iria repetir. Essa consciência de nós mesmos, não está prevista acontecer numa rapariga que estuda no Liceu. Mas eu sei quando em mim surgiu essa ideia do "meu eu" e foi precisamente no 9º ano, quando tinha 14 anos. Apercebi-me pela primeira vez de mim própria, do que fazia e do que existia.
E foi precisamente neste Liceu, num qualquer dia, durante as aulas, ou nos intervalos, que me apercebi quem era, e que apartir daquele momento, nada mais poderia ser igual. Agora tinha consciência de mim, já não existia pelo acaso. Era eu, e fui eu a partir daquele dia, naquele lugar.  
Este Liceu é um lugar que guarda a memória de quem fui, antes de ser.
 


10.10.13

a terra vista do céu

 
As viagens são sempre pretextos disfarçados para que a nossa alma viaje para fora de nós e nos espie de uma cadeira, que pode ser de um avião ou comboio, posta na nossa frente.
Nunca como desta vez, o sentido de uma viagem fez para mim o significado disso mesmo. Uma dupla viagem aquela que se faz movendo-se e aquela que se faz dentro de si.
Há dois anos que não punha os pés num avião, aeroporto, o que fosse que pertencesse a um léxico de viagens. Primeiro fiquei empolgadíssima com o novo terminal do Aeroporto de Lisboa, cheio de lojas novas, todo moderno e bonito. Adorei!
Depois a ideia de fazer o check in e de me deixar levar pela porta de embarque, que logo me fez pensar: só tomamos os caminhos que escolhemos. Embarco naquela porta, porque escolhi aquele destino e nenhum outro.
Nada, ou quase nada nesta vida, é-nos imposto. Somos livres nas nossas escolhas, mas sabe-se lá porquê vivemos quase uma vida inteira a achar que temos de ser e estar, porque devemos e não porque escolhemos.
A liberdade da escolha traz a consequência da dúvida. E daí nasce o medo do desconhecido.
Londres, para mim, não é nenhuma cidade  desconhecida. 
Gosto dela e entendo-me como qualquer habitante. Ando sozinha por todo o lado.
Desta vez fiquei em casa de uns amigos, os mesmos que visitei em Nova Iorque há 8 anos. O tempo voa.
Agora já são eles mais dois filhos, rapazes 100%, só jogam futebol, andam vestidos com os equipamentos do Chelsea e do Real Madrid, têm no quarto posters do Messi, fazem desenhos de campos de futebol.
Relembrámos os tempos da minha estadia em Nova Iorque, momentos longe da minha vida, mas de repente tão presentes. Tão reais.
Somos as duas Ritas e apesar de não termos uma amizade muito presente, e de vivermos longe uma da outra, nestes dias ajudámo-nos muito, estando cada uma a passar por momentos críticos, mas tão distintos, nas nossas vidas.
Eu ajudei a Rita e ver as coisas com mais clareza, a Rita ajudou-me a ver as coisas com mais clareza.
A distância traz nitidez às coisas, torna-as contornáveis, finitas, recortáveis como um cupão pelo picotado.
O sofrimento não tem de ser infinito, porque infinita não é a terra que se vê lá de cima de um avião.
A viagem de regresso a Lisboa foi toda feita com terra à vista, estava um final de tarde absolutamente perfeito, nítido e suave. Viemos ao ritmo do sol que se punha todo em cor de laranja e já a chegar a Lisboa vi com enorme nitidez toda a costa até Cascais, Serra de Sintra, o Guincho lá pelo meio, as estradas, os carros, os edifícios.
Vi tudo de forma tão nítida, tão clara.
Calma, Rita, nada que é assim tão mau, e mesmo assim tão bom, que dure para sempre. Nada é infinito. Ao longe vê-se tudo muito melhor.
Só pode ser infinito o amor de uma Mãe, tudo o resto é terreno e por isso contornável, como um barco que navega pela costa ou como um avião que sobrevoa uma cidade.
Haverá de chegar a um destino. A um fim. 
 


9.10.13

9,100kg
73 cm
2 dentes
7 meses
 
O M. está a crescer.
E agora já lhe compro pescada fresquinha na Praça, da banca da Carla, a peixeira de saltos de 15 cm que faz sempre um preço-só-porque-é-para-si, que tem lagostins vivos agarrados às mãos, peixe galo, lulinhas (que eu odeio, sim?) de Setúbal, carapauzinhos ilegais e o "amor" dela, que a ajuda a atender os fregueses.
Hoje foi mais um dia "de aviar" a carne, os legumes, a fruta e agora o peixe do meu rico menino. Um matulão cheio de vida e de vitaminas bem boas, vindas desta Praça maravilhosa.
Sinto-me como aquelas mães que caçam para os filhos e ficam todas orgulhosas a vê-los comer. Eu cá me ajeito a jantar sopa e gelatina, que ao final do dia a vontade de cozinhar para mim é nula, mas o prazer de o ver a comer com tanto gosto e sabendo que tudo o que lhe dou é fresquíssimo e de qualidade, dá-me imensa satisfação.
E para que não restem dúvidas, está ali escrito o peso e a altura do meu bichinho!
 

7.10.13

this is why...


É mesmo por estas coisas que eu gosto dos ingleses.
E por outras também.
O sentido de humor apurado foi mesmo inventado por eles, além do futebol!
Mais uma vez adorei Londres, mas no dia de regresso, ia tendo um ataque de pânico por não mais chegar a hora de ver o meu bolinha.
Esborrachei-o de beijinhos e abraços. Não sei se não apertei de mais.


3.10.13

the city

 
Por esta hora, e se tudo tiver corrido bem, já estarei em Londres!
Era suposto ter cá estado no ano passado, mas o M. quis que a Mãe ficasse por Lisboa e assim, pela declaração médica, deram-me um "cheque" com o valor do bilhete para usar no prazo de um ano.
Ora bem. Contas são contas.
Vou estar em casa de uma amiga, a mesma que visitei em Nova Iorque, em 2005, e se há cidade que eu adoro é mesmo Londres.
Não tem as pretensões intelectuais de Paris, nem a magnitude impositiva de Nova Iorque, mas tem o tamanho e a atmosfera ideais. Adoro os ingleses, adoro andar de metro, adoro a urbanidade que se mistura com um lado muito bucólico e tradicional, very british.
Já visitei Londres umas quantas vezes e nunca me canso de repetir a dose.
Eu vou dando notícias.
 
Ps. por esta hora também já devo andar a passar as fotografias do M. para a frente e para trás no telemóvel...

dias de Setembro...




 
Estas fotos foram tiradas há menos de 15 dias.
Era só para confirmar que ainda existe sol por detrás do cinzento mate que alguém resolveu entornar pelo céu...
Foi um final de tarde "por encomenda" com pouquíssimo vento (sendo que se trata do Guincho, logo é como haver uma corrente de ar fresquinho no meio do deserto), havia uma aragem quente, o mar tranquilo, a areia morna, tudo em modo tépido, até o coração.
O Flash veio comigo, ele é sempre o meu companheiro nesta "sessão de terapia" de pés descalços, mas a bola é presença obrigatória.
Mas posso esperar por ver o M. a correr com ele, os dois atrás da bola!
É a praia mais bonita deste planeta, é o cão mais querido da terra, e eu sou a Mãe mais feliz do universo!
: )
 


1.10.13



 
Tenho uma Tia que vai ao Porto ao dentista. Sendo que ela mora em Lisboa.
Mas ela gosta daquele dentista e ir ao Porto é sempre uma voltinha que se dá de carro.
Eu vou a Lisboa, mais propriamente à Bica, ao sapateiro.
O Sr. David é bom sapateiro e nada careiro (até rimei); é aquela segunda portinha do lado direito da foto.
Assim, sempre tenho o pretexto de visitar o "meu" Bairro enquanto mando pôr umas capas de borracha nos sapatos. 
Cada um lá sabe de si! 

 
isto não são dias de chuva.
isto são dias de cabelo nojento.
nem me atrevo a deixá-lo à solta.
a minha cara existe no meio de uma nuvem de cabelo frizado... grrrr.