24.6.10

É oficial!

Esta será a minha outra bandeira, durante uns bons largos tempos.

P.s - hoje é dia 24 de Junho, dia de S. João Baptista, o nosso Santo, o Santo do Ibo.

21.6.10


Hoje, que entramos oficialmente no Verão, marcamos 7 golos contra a Coreia do Norte. Se houve alguém que viu o jogo num café, fora daquilo que é habitual, usou uma gravata especial, se almoçou com um amigo que já não via há muito, tudo isso são sinais de que no próximo jogo tem de repetir o ritual, para dar sorte.
O tuga acredita muito nestas coisas.

Houve um comentador da TSF que disse que deviamos ter cuidado, pois não podemos passar de um estado de depressão a outro de euforia!
O tuga é assim, passa de depressão a euforia, de uma maneira muito própria...
A crise já lá vai.
Venha mais bola, Cristiano, manjericos, calor, praia, jolas, chanatos, caracóis, tremoços e sacos de plástico dos supermercado a poluir o ambiente.

Isto de ser Português tem muito que se lhe diga!


17.6.10


olha, olha!

Na Biblioteca Municipal de São João da Madeira, eram 70 crianças, cheias de brilho lá dentro, com desenhos lindos de um Príncipe especial e no final eles queriam saber se eu dava autógrafos!

ouve o teu coração

Já dou por mim a pensar: "Chiça, Rita, Penico! Vês coisas em todo o lado... é de mais"
Mas é verdade. Até a simples ideia de fazer um ecocardiograma, enche-me de palavras.

Esta semana vi literalmente o meu coração. Além de o ouvir - tal como quando se faz com um bebé. O coração é uma espécie de bebé, também. E é absolutamente maravilhoso!
Tudo impecável, a funcionar sem que eu precise de tratar de nada... ou não será bem assim, na verdade.
Vi o meu coração por cima, por baixo, de lado... E pensei, como era há 100 anos atrás? Não se via nada. Imaginava-se, talvez. Coisas ficavam por explicar e no final, de tudo, dava-se o corpo à ciência como se desse o olhar a um cego.

Estou a ler um romance passado na Idade Média em que os médicos eram monges e a cura para todos os males era a sangria (pois tirava o sangue "contaminado"), achava-se que a peste era um castigo de Deus e era nas trincheiras da guerra que os médicos mais aprendiam sobre anatomia humana, pois tinham ali toda a matéria "à mão".

Séculos depois, o meu coração é um filme que passa na televisão!
Gosto disso.

12.6.10

O bolo mudou de design...

gostam?
espero que sim, caros 4,76 leitores...
sopram ventos de mudança!

Lisboa é fado...



Hoje é dia de Santo António!


E nunca isso fez tanto sentido para mim como este ano, em que moramos num Bairro bem lisboeta. Apesar do dia cinzento e da pouca vontade de sair de casa e comer uma sardinha no pão, tenho vivido esta semana sempre com o cheiro da festa!

As ruas da Bica estão todas decoradas com fitas e balões, ontem, na Praça da Figueira, misturava-se futebol com manjericos, hoje já se ouve a música e as barraquinhas estão montadas com a cerveja e a coca cola. Há farturas e pipocas, sardinhas e febras, bolas de futebol e fitas coloridas.

Lisboa parece ser festa!

De manhã fomos até ao Rossio trocar os cromos para terminar a caderneta do mundial - que delícia que foi! Faltavam 22 e conseguimos trocar todos menos um: o 569. Pagamos 1€ e o cromo é nosso! Os putos tinham molhos gigantes de cromos, as mães vinham com os filhos da outra margem, de Cascais do fim do mundo... tudo pelos cromos.

A seguir fomos almoçar a uma tasquinha perto do Martim Moniz a subir para Alfama. O bacalhau assado na brasa e o entrecosto estavam no ponto! Mesas corridas, bancos de cozinha e conversas a meias. Todos se conhecem. Uns entram com o tupperware e levam uma dose para casa, outros vêm para desabafar mais um bocadinho... que o verdadeiro lisboeta não é sorridente, tem sempre uma mágoa lá dentro.

A chegar a casa, na rua de trás, ouve-se o fado. Amália. As fitinhas lá andam no tecto dos nossos olhos, os manjericos, as noivas casam, as marchas saem à rua de mão na anca, as sardinhas tostam no carvão e deitam aquele cheiro que se mistura com o sal grosso e com as lágrimas de cada um.
Porque Lisboa é cidade sofrida.
Ela veste-se de festa, mas é triste.

E porque moro dentro do seu coração, ela já me contou que sempre foi assim: tem a luz e o Tejo, os turistas que a enchem, mas é com o fado e os sinos tristes que ela fala. E nas tascas cheias de mágoa, nas ruas inclinadas de saudade, nas varandas de roupa esquecida.

E porque Lisboa é fado, aqui fica meu preferido, da Amália: "Estranha forma de vida".
E que letra mais triste, mas mais bonita...

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

10.6.10

O Buraco Negro

O bolo de arroz não tem orelhas à dr. Spock, nem partimos para uma fase mais "sci-fi" (no outro dia ouvi esta e adorei)... mas hoje falamos de buracos negros.
Fui pesquisar a origem e o seu significado e uma frase ficou: a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos...
Ou seja, muito se está a passar no interior de um buraco negro, mas nós, não vemos patavina!

Dentro de mim há sem dúvida um buraco negro.
Não, não estou a ficar esquizofrénica. Isto sempre foi assim. E o melhor de tudo, é que TODOS têm os seus buracos negros; verdade!
Agora, nem todos optam por conhecê-lo, explorá-lo. É sem dúvida uma opção. A minha D. consciência gosta do Sr. buraco negro, mas há alturas em que ele anda mais agitado, como agora e então mexe com tudo e toca de enfiar tudo lá para dentro... E assim, ando eu perdida lá dentro à procura das coisas que ele me levou.

Então é só um instantinho que eu vou lá abaixo e já volto, pode ser?
Com licença, faxavor...

4.6.10

Patchwork

Não gosto de coser. Mas gosto de retrosarias. Das caixas de botões e colchetes, fitas de seda e de nastro, e fitas de franzir e entretela com fitas métricas, tesouras, dedais e almofadinhas com agulhas e carrinhos de linhas de todas as cores.
Quando era pequena, a minha Mãe tinha uma caixa de costura que era o meu entretem preferido - eu pedia-lhe se podia arrumar a caixa, enquanto ela costurava dezenas de coisas. Nunca achei graça nenhuma a costura - mas sempre adorei as "ferramentas".

Há pouco resolvi aproveitar a boa vontade de uma amiga e disse-lhe que queria aprender "patchwork", no seu nome científico: quilting.
Mas disse-lhe logo: eu odeio coser e não sei coser à máquina... ela disse-me: eu também, e só tens de coser à mão...
Então, vamos a isso!

Pois sinto-me uma conquistadora! Juntar pedaços de tecido, como quem faz experiências nas aulas de físico-química é delicioso! A cabeça vagueia para outros mundos, que quando escrevemos não conseguimos, pois o cérebro pensa com as minhas mãos - a escrita toma conta de tudo. No patchwork é só deixar as mãos cumprir as regras e seguir os passos. Ou seja, não é preciso saber costurar para o fazer, há que seguir os passsos - se os segues, consegues.

O patchwork é justo. Não põe de lado os desajeitados que mal conseguem pregar um botão numa camisa, aceita todos. É uma questão de seguir as regras do jogo.

É a democracia na costura e isso deixa-me feliz!