27.12.13

Para ler e pensar

Há que ler este texto escrito pelo Brad Pitt a propósito do seu casamento com a Angelina.

Couples & Co.: I lost hope and thought that we’ll get divorced so...:      

“The woman is the reflection of her man. If you love her to the point of madness, she will become it."

E mais não digo!

24.12.13

as janelas


 
A felicidade é uma opção.
 
As opções são janelas que abrimos ou gavetas que fechamos.
Abri 24 janelinhas com o Martim, num Natal novamente diferente.
Já o passei numa Ilha no meio do Índico, a 9 mil kms da família, com 40ºC e descalça, agora vou passá-lo junto da família, em casa, quando finalmente fui Mãe, tendo o meu filho mais desejado, mas não vou estar com ele na noite de Natal. 
 
O Martim permanece aqui dentro, como eu sei que permaneço dentro dele.
 
Se tudo isto que aqui passamos é por um mero acaso, então façamos da nossa vida o melhor possível.
Por isso digo, a felicidade é um conjunto de escolhas que fazemos. Circunstâncias da vida há que não podemos controlar, acontecem exteriormente a nós, mas com isso temos de contar. E a ideia de que nascemos com um saldo de momentos maus e bons por que temos de passar é para mim totalmente errada.
Mesmo o sem abrigo, o é, porque num dado momento da vida dele fez escolhas, tomou caminhos que o levaram até aquele ponto. 
A quem a sorte bafeja, o azar também pode calhar - a sorte trabalha-se, conquista-se, o azar enfrenta-se!
O meu Natal é sobre essas janelas que se abriram na minha vida e outras gavetas que se fecharam, é sobre viver o melhor que posso com aquilo que a vida me dá, é sobre ajudar os outros a saber escolher, é sobre dar sem nunca esperar em troca, é sobre cuidar dos meus amigos e dos meus Pais e do meu irmão, é sobre ser inteira para o meu filho e ele viver dentro de mim, sempre, em permanência, mesmo não estando fisicamente comigo, é sobre optar pelo sorriso em vez da crítica, é sobre projectar-me em mim, gostando de mim como sou, em vez de comparar-me com os outros, é sobre dar graças hoje e sempre pelo acaso que a vida me deu em estar aqui.
 
Feliz Natal!



19.12.13

Flash 2 - Pai Natal de chocolate 0


Dizem que o chocolate faz mal aos cães.
O Flash comeu dois pais natais de chocolate ontem à noite... 
Até agora esta tudo normal!

17.12.13

o Natal é quando eu quero!

 
Hoje ao almoço foi assim.
Juntei três amigas daquelas que vivem cá no fundinho do meu coração. Engomei a toalha de renda, tirei o melhor faqueiro, usei o melhor serviço de porcelana, lavei os copos de cristal, pûs guardanapos de pano como deve ser, flores na jarra e vinho a preceito a regar um bacalhau espiritual bem apurado.
Temos de aprender a viver cada dia como se fosse só e apenas hoje. Amanhã logo se vê. Hoje brindei a ter junto de mim as melhores amigas, em estarmos bem e a cada uma ter os seus filhos com saúde.
O resto que se f***!
Os amigos são mesmo a família que escolhemos e eu tenho a sorte de ter os melhores que existem no mundo.
Quem quiser que brinde comigo também!

12.12.13

A Mala



 
mala preta em pele
dimensões: 80 x 60
duas fivelas e uma pega ao meio
 
 
Já não se lembra da última vez que usou a mala de viagem. Já não se lembra da última vez que viajou. Deve ter sido há algum tempo. Hoje as malas são de plástico duro com fechos metálicos e códigos secretos. Aquela mala era antiga. As viagens deviam ser por isso bem antigas.
Viagens de comboio, em que se fumava sentado no banco alcolchoado de napa, com mesa para gamão e cartas, viagens de camioneta, em que se parava para merendar, fazer a sesta e o tricot, viagens de barco, em que se mudava de fato à hora do jantar e se escreviam cartas no porão.
Ver as Tias, visitar o primo, enterrar o Tio, voltar a casa, passar o Verão com a irmã, levar os livros e os discos, trazer as broas e as garrafas de azeite, namorar na praia, ver a chuva num jardim, escrever postais e ter saudades.
Já não se lembra da última vez que sentiu saudades. Afinal, é por isso que se viaja, pelas saudades que a mala leva e traz.
Esqueceu-se das saudades.
Talvez não precise delas.
Talvez não precise de viajar. 


8.12.13

Conto de Natal


 
Há muito, muito tempo que aquela família vivia naquela casa e sempre, sempre a dia 8 de Dezembro faziam a árvore de natal e o presépio.
Daquela casa foram saindo as crianças que cresceram, entrando mais tarde adultos, e a árvore deixou de ser verdadeira, como se a magia das crianças tivesse desaparecido, saindo de casa com elas. 
Mas certo dia, depois de muito, muito tempo voltou uma criança aquela casa, que a encheu de vida e de luz. Foi muito desejada e estavam todos muito felizes.
E assim, no dia 8 de Dezembro, voltaram a fazer a árvore, o pinheiro com o cheirinho do Natal das crianças, que toda a família enfeitou com muito amor e carinho.

 


7.12.13

Xico

 
Manhã a caminho da creche. Rotina do costume. A chegar ao momento de atravessar uma Avenida, vem um cão, cachorrinho, direito a mim, todo contente e completamente perdido. Tinha sido abandonado. Uma senhora viu da sua varanda um carro a parar e a despejar o cão naquele pedaço de largo, beco sem saída.
Percebi logo que tinha chegado a minha vez... a minha vez de ajudar um cão abandonado a encontrar um dono.
Vinte minutos depois, o carro todo vomitado, o bicho a fazer xixi pelas pernas abaixo e eu bato com o nariz na porta do Canil Municipal : está cheio!
A abarrotar de cães e gatos. O Xico (dei-lhe o nome pelo Santo que o protege) não tinha hipótese. Preencher papelada, fazer telefonemas. Arranjou-se um quintal, provisoriamente serve de casa, mas temos de encontrar uma solução.
Para mim, abandonar um animal, é o acto mais cobarde do mundo, é como bater em mulheres ou mal tratar crianças. Os bichos são seres indefesos, sem voz. 
Por ano, em Portugal, abandonam cerca de 10 mil cães e gatos.
Tenho sempre em mim uma frase que li algures: o nível de civilização de um País é visível pela forma como esse povo trata os animais de companhia.
Bem vindos à Idade Média!
 
 


5.12.13

Outono perfeito!

 
Há muitas razões para eu gostar do Outono, e esta foto é uma delas (sem filtros!).
Só no Outono se tiram estas fotografias, que mais parecem cenários daqueles estúdios de fotografias com alcatifa gasta.
A temperatura está um bocadinho baixa, há frio por todo o lado, as colheres de café estão frias, as maçanetas das portas estão frias, as almofadas estão frias, enfim.
Além disso está uma seca do pior, tarda nada já vem alguém dizer que isto convém que chova senão seca tudo pelo Alentejo.
Mas na verdade, estes dias de céu azul absoluto são uma autêntica benção para nós, os portugueses que vivemos neste cantinho tão especial.
Pela Europa fora já neva e chove granizo, já se respira nevoeiro.
E eu, a cinco minutos a pé de minha casa, tenho este cenário.
Há que dar valor ao que é de incalculável riqueza!
 


4.12.13

follow me!



 
Andei por dois dias a acompanhar um grupo de 10 russos que pela primeira vez visitavam Lisboa.
Nenhum deles era de Moscovo, três até vinham da Sibéria; da capital só mesmo a tradutora!
Passeamos por Sintra, Cabo da Roca, Cascais, Belém, Castelo, Baixa e Chiado.
A vista infinita do Palácio da Pena, o pôr do sol no Cabo da Roca, o mar e o sol absolutamente fantásticos, o cheirinho a pastéis de Belém acabados de fazer, a imponência de um Mosteiro que levou 100 anos a construir, os pavões vaidosos do Castelo de São Jorge a as ruas sirigaitas de Alfama, a ordem desordenada da Baixa e o charme da calçada, os poetas do Chiado e as castanhas do Rossio.
Foram dois dias em que fui turista na minha cidade e senti muito orgulho na nossa História, que é única: somos um País de descobridores, autênticos aventureiros, e de poetas. Nunca seriam duas coisas que se juntassem, mas connosco é mesmo assim. A mistura é bem improvavél, como seria ver um mega fogo de artifício no minuto em subimos ao Miradouro do Elevador de Santa Justa.
Mas a verdade, é que aconteceu!
Tiraram tantas fotografias durante dois dias, que pareciam estar num Safari a ver leões e elefantes.
Para eles, Lisboa é uma cidade branca, de telhados encarnados com mar e céu azul.
E assim, mais 10 russos deixaram o coração por aqui.
 
 
 


3.12.13

Rua das Portas

 
Andei, em certa altura, por Lisboa, a fotografar portas e mais portas com o meu Flash a servir de modelo.
Acabei por não partilhar a minha porta, e ora aqui está!
A minha porta, agora em Cascais, é a da direita.
O modelo é o mesmo.


29.11.13

Agendas 2014



 
 
Uma ideia de presente útil e que dura o ano todo?
Uma Agenda 365 Lifestories com textos e fotos da Isabel Saldanha.
Vocês sabem da minha assumida pancada com material de escritório.
Ora esta agenda é um primeiro passo para a minha conquista do espaço cideral dos cadernos, lápis e clips.
Foi um grande gozo fazê-la, deu o seu trabalho, mas o resultado é perfeito!
 
Toca a encomendar: eraumavez@lifestories.pt


diy



 
Eu, uma mulher das letras a fazer bricolage?!
Jogai todos no Euromilhões que isto vai cair um anjo!
Certo que sob orientação aproximada de minha Mãe, detentora de uma parafernália de ferramentas várias, à altura do desafio, mas ela "só" forrou a madeira com o tecido.
Todo o resto foi feito por mim :)
Os materiais usados vêm da Drogaria Costa e a finalidade é embelezar as minhas escadas, na hora de sair à rua com o Flash.
Not bad, hein?


28.11.13

Fazer ou não fazer.


Já por várias vezes tive esta conversa entre amigos, mulheres e homens, nunca chegando a conclusão nenhuma, apenas pensando que como em quase tudo na vida, é uma questão de opção e que está em nosso poder fazê-lo ou não.
Por isso, não venho aqui defender ou tentar convencer alguém a fazer terapia, posso só dizer o que acho, daquilo que tenho feito, e no sentido do meu caminho, tirando depois cada um as suas conclusões.
Entre amigos discutimos para que serve pagar uma hora por semana a uma pessoa só para nos ouvir e ainda por cima dizer coisas que já sabemos? nem há comprimidos nem nada, é só conversa...
Uma vez li um texto que descrevia a terapia como uma vela da Diptyque, que para o caso não interessa agora, mas que no fundo o que diz é que é uma vela aromática, como as milhares de velas aromáticas que existem por ai, mas esta é muito mais cara.
Por isso, serve como uma vela, qualquer outra faria o seu papel, mas custa três vezes mais. Ou seja, para ter cheiro em casa podemos pagar 4€ ou 40€; a mais barata também dá cheiro e faz o seu efeito. A de 40€ não é por isso essencial, quando outras já fazem o mesmo.
Ora, assim pode-se entender a terapia como um bem supérfluo, um bem de luxo.
Que não é essencial à nossa vida. Vive-se sem ela, na mesma.
É verdade que a terapia não é uma questão de saúde pública, mas, a meu ver, ela até deveria ser, pois para mim é um bem essencial.
Tenho gostos requintados, dirão. Nem por isso. Mais uma vez é uma questão de opção, acabo por não gastar dinheiro com outras coisas, enquanto que durante aquela hora semanal todos os eurozinhos são bem gastos; é o meu SPA e pronto.
Faço porque tenho uma hora em que posso estar calada ou sempre a chorar, ninguém me julga, não há perguntas chatas, se não quiser responder não respondo. Faço porque ouvir-me tornou-se das melhores e mais enriquecedoras experiências da minha vida, afinal eu sei aquilo tudo mas dizê-lo é marcar as minhas palavras no mundo com carimbos.
Faço porque me conheço melhor, o auto-conhecimento é para mim fascinante, quase um vício, como desenhar o mapa da minha alma, percorre-la e fotografar o meu interior com flash.
Faço porque acredito que podemos ser sempre melhores, e quando se sabe melhor, é-se melhor e o conhecimento que ganho em cada sessão são moedas de ouro que ganho no meu mealheiro.
Faço porque estou a coleccionar ferramentas tão importantes e tão úteis na minha vida que me sinto capaz de desmontar um motor e reconhecer cada peça.
Faço porque gosto, porque sempre gostei de Psicologia, porque acredito na capacidade da nossa mente, na força do nosso espírito e na capacidade sempre fascinante que o Homem tem de se superar a si próprio e de ser capaz da mudança que quer ver no mundo.
Faço porque me faz sentir livre, sem amarras, sem medos nem mentiras, e isso é talvez a coisa mais valiosa que uma pessoa pode comprar.
 

19.11.13

e eu, faço o quê?!


 
Depois daquela parte em que fiz pouco das amigas que quando estavam grávidas só viam roupas de bebés à frente, e em que tive de engolir o sapo, chego-me a um outro momento de evidência.
O meu M. está a crescer. Pronto. E já não vai no ovinho, não só porque já lá não cabe como já se quer sentar à gente crescida.
E eu faço o quê? Lanço esta criança para o mundo com cadeiras de bebé crescido.
Fico logo à rasca, isto até agora já foi tudo tão rápido e depois?
No outro dia, enquanto estava no banho (o local que eu tenho em casa mais parecido com um escritório, porque lá penso e tiro notas), realizei que se uma pessoa viver até aos 80, o que hoje em dia é bem provável, ter tido 8 meses representa 1% do total dessa vida.
Ou seja, isto tudo, até hoje, foi 1%.
O meu filho está a crescer.
Come 3 (três) conjas de sopa com 2 (duas) colheres de sopa de carne ou peixe, mais 5 (cinco) colheres de sopa de fruta.
Vou ali lambê-lo mais um bocado, enquanto ele me deixa e não se apercebe.
ai, ai...


14.11.13

Conversas do Divã #10

Fazer o luto.

Tenho a sorte de ao longo da minha vida ter experimentado muito pouco o sentimento de perda : quando tinha uns 10 anos morreu  o meu periquito Octávio e fiquei desolada de o ver no fundo da gaiola, duro e hirto de olhos fechados, 23 anos depois morreu o meu Avô e fiquei com o coração desfeito por estar a 9 mil kms de distância de toda a família.
Não me despedi de um ou de outro.
Aconteceu e o mundo continuou.
Um mês depois de ter nascido o meu filho, separei-me. Fiquei sozinha. Sem querer. Aconteceu e o mundo tinha de continuar.
Pela primeira vez tive de fazer um luto. Tive de me despedir de uma pessoa, muito longe de estar morta, antes pelo contrário, está viva e de boa saúde, que foi durante 12 anos meu marido, companheiro, confidente, amigo, amante.
E o mais estranho de tudo isto é que me sinto uma "viúva".
Tenho agora um ouvido especial para quem conversa sobre quem "cá não está", "quem partiu deste mundo" e a sensação é exactamente a mesma, sendo que ele não partiu, está vivo e existe.
A ausência de quem, de um dia para o outro, deixa de fazer parte do nosso dia, das nossas horas, dos nossos silêncios e das nossas conversas, é qualquer coisa de inexplicável.
Passando o tempo da dor e da revolta, ficam as memórias e os diálogos surdos.
É como se mesmo tendo tirado as fotografias das molduras, elas lá tivessem ficado.
Vão perdendo a cor, vão ficando mais debotadas, mais turvas, e num esforço de as recuperar limpo o vidro, agito a moldura, abro e fecho, sacudo o pó... mas o tempo está a levá-las, sem que eu nada possa fazer para o evitar.
Já tinha ouvido falar que um divórcio é um momento tão doloroso como viver a morte de um ente querido. Sempre me fazia uma certa confusão que assim fosse, pois a perspectiva da pessoa permanecer viva era pelo menos um ponto mais positivo neste jogo de azar.
Mas agora já percebo.
E quase que me atrevo a dizer, que não sei se não é mesmo pior, sabendo haver vida para além da dor.
Porque tenho de aprender a viver sem essa pessoa, sabendo que ela está viva, e que, no limite deste sofrimento consciente, não quis continuar estar viva, ao meu lado.
Retirou-se da minha vida, morrendo-me só a mim.
Sou por isso uma "viúva", ainda mais solitária do que a palavra existe.
Assim como quem perde a visão de um olho, aprende a ver e a fazer as coisas só com um a funcionar. Assim vivo eu. Aprendo a não ter essa outra pessoa ao meu lado, a viver sozinha fazendo as coisas contando comigo.
Do nada surgem as memórias, os momentos de paragem, de recuar, de lembrar, de chorar um pouco. Mas cada vez menos. Indo lá atrás e voltando aqui. Indo menos lá atrás e perguntando-me o que será amanhã. Querer afinal um outro amanhã.
Perdi a presença de um corpo, de uma voz, de um universo que se sumiu, de um mundo de coisas que carregava, de gargalhadas, de conversas, de situações, de momentos e de tempo que se passou junto. Muito tempo.Tanto que até África coube lá dentro.
Perdi uma pessoa que não morreu mas que se vai sumindo para longe.
Existiu.
Não existe mais.
Aceita-se, sofre-se com a falta, vive-se com a perda, aprende-se a viver outra vez.
São rastos de memórias, o tempo leva tudo, mesmo que eu não queira.
Foge por entre a areia, devagar, como a maré vazando. 
Um vazio que não é eterno e que em breve vai-se encher.
Acontece e o mundo tem de continuar.

 

7.11.13

violeta

 
A Violeta é uma menina-cadela de Cascais, muito redondinha e feminina, dócil e amiga.
É a grande companheira do Flash. Correm soltos pelo jardim e brincam entre os passeios.
Há já um grupo engraçado de cães com quem o Flash se dá, mas a Violeta é sem dúvida a sua grande amiga, também porque foi a primeira que conheceu quando cá viveu durante a minha estadia em Moçambique.
Passam os anos e ele continua a ser um cão relações-públicas seja em que território for! 

6.11.13

love letter

 
Gosto tanto de ti e tanto de escrever que não percebo como posso escrever cartas para te dizer o quanto gosto de ti, se tu não as lês. E ainda vai demorar tempo até as leres.
E então escrevo textos no computador, mas se vem um vírus, um cataclismo ou um dilúvio, vai-se o computador à vida, e o disco externo e lá se vão as tuas cartas. Posso escrevê-las à mão, que até gosto de o fazer, mas vem um incêndio, um tornado ou um tsunami e o papel fica todo molhado, as cartas ensopadas e as letras sem tinta.
Também podia fazer vídeos. Posso dizer à Avó e ao Avô para eles te contarem um dia quanto eu gosto de ti agora, agora que tens quase 8 meses, mas eles já estão um bocadinho mais velhotes e há coisas que se vão esquecer de te contar.
Então, deixas-me assim com este formigueiro que não sei como o acalmo. Porque gosto tanto de ti, mais do que mim e do que tudo. Não sei bem como se pode gostar assim. Porque depois tu cresces e vais gostar de outras pessoas sem ter a noção deste amor; mesmo que eu te diga, escreva cartas, como é que tu o sabes? Porque tu o sentes? E sentes?
Falo muito contigo, talvez fale de mais. Mas tu gostas sempre de me ouvir. Eu vou falando e vou escrevendo. Talvez nunca seja de mais.
Quando se ama muito alguém fica-se irrequieto, eu ando sempre irrequieta então. E já me disseram que isto não passa. É para toda a vida.
Mãe é um sinónimo de sentimento de culpa num dicionário que não se vende em lado nenhum e sobre o qual ninguém fala.
Acho sempre que poderia ser melhor Mãe, não achas? Há dias mais difíceis, e como estou sozinha, às vezes ando cheia de mim própria, perdida em pensamentos e em memórias. Não tem sido nada fácil, mas a vida resolve-se e está a resolver-se aos poucos.
És tu o meu pequenino sol que me dá tanta luz no meio de alguma escuridão.
Que a vida te dê para sempre tudo o que já me dás todos os dias.
Só espero que um dia também saibas o que é gostar assim de alguém. Porque isso é melhor do que todas as cartas que te possa escrever.
E já agora, também espero que um dia gostes de drogarias!
 


4.11.13

folhas essenciais


 
Há coisas essenciais.
Tanto pode ser a mala preta, a camisa branca ou o sobretudo de camelo, na versão Blog fashionista, ou um café, um chiado e o Borda d'Água, na versão Blog "Bolo de Arroz".
E não deixa de ser engraçado que tanto o bolo como o boletim, não são nada fáceis de manusear.
Nunca sei bem comer as fatias fininhas com recheio de doce de ovos, não sei se coma à mão, se corte com o garfo e faca, se utilize a colher (que já nos dão, tal é a tarefa) para ir minizando as migalhas; só sei que o que faço nunca dá para comer o bolo típico da Tartine de forma airosa e limpinha.
Já o Borda d'Água tenho de o cortar todo com a faca das cartas, que as folhas vêm todas coladas umas nas outras e é preciso abri-las como nos livrinhos de impressão baratucha.
Folhas e folhas. De pasta filo, de papel, de calendários, de doces de ovos.
São as minhas fugidas de Cascais ao centro do Chiado, os bocadinhos de Lisboa que são só meus, o Senhor dos jornais no Calhariz, as horas de almoço pela Rua Garrett.
Eu, Lisboa, palavras escritas com os dias de semear, café e bolos bonitos. 



2.11.13

5 anos


 
Todos os anos celebrei devidamente os anos do meu cão. Pelo menos, por aqui, sempre lhe dediquei umas palavras. E este ano, sem dúvida, não seria excepção.
Esta imagem do Flash na praia do Guincho, com uma bola de ténis e todo o universo a seus pés (neste caso, patas), é como eu desejo que um dia seja o seu "céu".
No céu dos cães há bolas com fartura, praias infinitas e ondas para serem nadadas com a energia própria deste cão.
Mas ainda lhe faltam uns anos para isso, espero eu - por isso vou-lhe dando bocadinhos de céu que ele vai gozando e vivendo com a intensidade e entrega que o caracterizam.
 
Hoje o Flash faz 5 anos!
E parecendo pouco, o que nestes últimos anos já se passou foi tanto.
Já viveu em quatro casas, com três famílias diferentes, já viu chegar um novo elemento à família para depois ver outro a ir-se embora.
Cão é cão, mas às vezes olho para ele e pergunto-me: onde está a consistência para este cão? e se isso o pode afectar, traumatizá-lo.
 
A consistência está no afecto que recebe e nunca com quem vive, onde vive e as experiências que vive. Cão é cão, e por isso vive o presente. Não é melancólico, não fica preso no passado, não se pergunta porquê. O Flash não se questiona.
E é isso que nos distingue dos cães. De resto, é um bicho cheio de alma, só que mudo. Fala à maneira dele, com os olhos, com as orelhas, com as pestanas.
 
Não digo que tem sido fácil estar sozinha com ele e com o M., porque as suas necessidades básicas (ir à rua) exigem rotinas que nem sempre se conjugam com um bebé de 7 meses. Mas com a ajuda dos meus Pais, tenho conseguido lidar com os "meus dois filhos", como costumo dizer na brincadeira.
 
E lá vou lidando com uma casa, um bebé e um cão. Somos pelo menos uma família divertida, quando estamos os três há sempre alguma animação. No outro dia, o iogurte do M. foi quase inteiro parar ao meio do chão - nada que o Flash não limpe em 2 minutos, qual Vileda.
Fazemos passeios a três, o Flash a correr como um desalmado no Jardim e o M. a rir-se no carrinho, e eu lá vou gerindo os "estragos" de um e as "gracinhas" de outro.
 
Amigo, logo não te dou iogurte.
Logo, dou-te um frango assado sem molho, desfiado.
O teu presente mais desejado, o quinto frango da tua vida!
Parabéns amigo!
 

31.10.13

ficou assim.....

 
...o "meu" primeiro chapéu de Halloween, no meio dos outros, feitos pelos Pais dos meninos da sala do M.
Não ficou nada mal, hein?
Quando o fui lá deixar de manhã, a educadora abriu-me a porta vestida de bruxa, de anteninhas com aranhas a dar-a-dar!
 
 

30.10.13

xaram

Aqui está o resultado!
O chapéu do chinês serviu para cobrir o outro em espuma, comprei esta fita cor de laranja para dar uma cor e as abóboras foram cosidas na aba.
A educadora quando viu disse: "ah... 'tá bem..." como quem diz: "foste esperta, foste!"
Mas em menos de 24 horas foi o que consegui e estou muito orgulhosa do nosso primeiro trabalho da escola!
Depois mostro como ficaram os chapéus da sala dele todos juntos!
 
(o caixote do lixo lá atrás está péssimo... só reparei agora!)


29.10.13

trabalhos manuais


 

Estive ausente por uns dias daqui do estaminé.
O M. teve a sua primeira dose de virosada na creche, foi quase uma semana de "baixa" em casa.
Hoje, quando voltamos os dois, levei logo com o recado do halloween. Tenho de decorar um chapéu e levá-lo amanhã para a creche.
Eu que não acho lá grande graça ao tema, mas pronto. Mãe é mãe.
Fui ao Chinês comprar umas fitas, umas abóboras e um chapéu preto que encaixou na perfeição neste que era suposto decorar... fiz batota, mas num dia não dava para grandes pinturas e afins.
Pedi ajuda à minha Mãe na parte das costuras e fiz questão que o M. assisti-se a tudo; e até brincou com a abóbora!
Até que ficou engraçado, amanhã já vos mostro!

25.10.13



 
O que está para além de um dia de chuva, meio cinzento e triste?
Certa manhã de princípio deste estranho Outono, húmido, quente e chuvoso, em passeio com o Flash e depois de deixar o M. na creche.
São os pequeninos "milagres"...



22.10.13

almoços & amigas



 


Se há pessoa que adora uma hora de almoço com uma, ou mais, amigas sou eu!
Sempre aproveitei muito bem as minhas horas de almoço para ir alimentando e cuidando as minhas amizades. Acho que não há melhor altura para um tete-à-tete entre mulheres, com os maridos nos trabalhos e os filhos nas escolas.
As saladas, as massas, as sobremesas, as conversas e as terapias que fazemos entre nós.
É óptimo!
Não há dia da semana em que não tenha um almoço.
Vou eu a Lisboa, ou venham cá a casa.  
Também se trabalha enquanto almoça, além de se rir (bastante) e até chorar, como convém ao mulherio quando se junta.
De todos os pretextos para almoçar, o meu preferido é o simples encontro; nem tudo tem de ser por uma razão, o importante é estar a viver aquele momento. 


21.10.13

o primeiro trabalho



O meu bolinha já fez um primeiro trabalho na creche - desenhou o pé e a mão.
Tem aulas de música e até já tirou fotografias com a turminha.
Tão pequenino e já cheio de actividades e de coisas divertidas.
Reforço a decisão de o ter posto na Creche, acho que é o melhor sítio onde estar e adoro todo o ambiente, só o facto de ter entrado no "reino do ranho" é que me faz pôr as mãos na cabeça.
Já me tinham dito: creche é ranho, e ranho é na creche.
Pois é!

20.10.13

de volta às lides



 
Ontem à noite, lá fui!
Nunca parei mas só corri 5 kms... longe vão os tempos das minhas corridas de 10 kms.
Mas isto é tudo um recomeço, e com jeitinho haverei de lá chegar.
Já me tinha esquecido de como é divertido correr no meio da cidade, e de noite. Fiz uma vez a corrida de São Silvestre e andar pela Avenida da Liberdade, Rossio, Baixa e Terreiro do Paço sem carros, só com o som da corrida no alcatrão, é muito bom!
Desta vez foi a Night Run, uma coisa que custou 18€ e que a meio (nos 5km) não tinha já águas para ninguém, isso, uma vergonha!
Mas o ambiente era animado, o Terreiro do Paço cheio de malta, música, imensa animação.
Correr está na moda, qualquer marca se cola a uma corrida, corre-se por tudo e por nada, mas no final de contas o importante é que se corra - é sempre melhor do que ficar no sofá!
Fiz uma mísera prova, com um mísero tempo, mas fui, nunca dei folga à passada de corrida, e no fim até tive medalha!
 


18.10.13

os lugares e o tempo




Foi este o meu quarteirão durante uns três anos, entre ter saído de uma outra casa em Lisboa, na Rua Pascoal de Melo (onde comecei a escrever este Blog), ir para Moçambique e voltar, engravidar, nascer o M. e ter voltado para Cascais.
Vivi numa Travessa a dois passos desta esquina, típica de uma Lisboa de mão na anca, sardinha no fogareiro, vista sobre o Tejo, calçada preta, estendais infinitos, o 28 sobe e desce, turistas de mapa na mão e o Adamastor em posição de aviso.
Foi praticamente à porta de minha casa que filmaram o "Night Train to Lisbon", que eu cheguei a documentar devidamente no Blog (ver aqui). Nos passeios com o Flash, todas as manhãs, durante uns dias, cruzava-me com o Sr. Jeremy Irons; a certa altura tornou-se banal.
Só agora, um ano e meio depois, é que finalmente vi o filme!
Gostei muito, principalmente porque documenta tão bem a nossa cidade e em especial o "meu" Bairro tão  bonito.
Certo que agora moro em Cascais, mas todos os pretextos me servem para ir a Lisboa: almoços, rotinas, reuniões, consultas...
Esta semana fui três vezes a Lisboa, mas agora vou de comboio. Há muito tempo que não fazia a viagem Cascais - Lisboa. É tão mais simples, barato e prático. Pois tudo o que me interessa está entre o Cais do Sodré, Chiado e Baixa. É ideal e custa pouco mais de 1,50€.
É verdade que cada vez que saio do comboio e piso a calçada lisboeta sinto saudades, sou melancólica por natureza, e Lisboa, em especial este quadrante entre Santa Catarina e a Baixa, guarda muitas boas memórias de uns tempos passados.
Adoro Lisboa, é bom ir e voltar. Porque adoro morar onde estou agora, passear com o M. nos parques, ir até ao Guincho, correr junto ao mar.
Este é o tempo certo para estar onde estou. Como aquele tempo, era o momento certo para viver naquele lugar. 
Tudo tem um lugar. Todos temos um lugar. E eu tenho a sorte de ter vários e de gostar de todos, revisitando-os  e vivendo-os quando quero e posso.     

17.10.13




 
 
Agora?!
Agora é que a Revista da TAP, a UP, resolveu dar o devido destaque ao nosso Douro e reservar-lhe uma declaração de amor?!
Quem me conhece e me lê, sabe bem aos anos e ao tempo em que eu me debato por isto, é o lugar mais bonito de Portugal e talvez do mundo. Não há nada mais sério e mais genuíno no nosso País do que o vinho do Porto, do que aqueles socalcos e aquelas Quintas carregadas de história e de passado.
O que depois cada um lá sente, já é com cada um, mas eu durante algum tempo pensava que era só eu que sentia aquela paixão pelo Douro.
Este Verão e pela época das vindimas vi pela primeira vez o fenómeno Douro chegar às bloggers mais famosas e aos famosos do nosso Portugal. Foram convidados a ir ao Douro, a vindimar, a experimentar o que é ser Douro. Foi vê-las todas derretidas com tudo, como era bonito o Rio, as vinhas, os poemas ao sol e à lua, o deleite pelo néctar, e que afinal era tudo tão português, tão nosso, tão bonito.
Agora?!
Mais vale tarde do que nunca.
Pois é.


16.10.13

o que fica e o que vai - II

 
 
É inevitável que o meu regresso a Cascais traga recordações e me leve a sítios que são parte de mim. É como se eu daqui a muitos anos voltar a Moçambique, Pemba, ou ao Ibo. Um bocado de mim ficou lá. Como era suposto ficar, para que quando um dia eu voltar, eu me encontre naquele lugar. Há lugares que são pedaços de nós mesmos. Todos temos esses lugares.
Por muitas vezes, preferimos não revisitá-los, porque a presença do corpo, o seu peso, pisando o mesmo chão de um passado, traz saudade, dor, melancolia, faz a pele ficar arrepiada, baralha o nosso cérebro que julgamos tão bem controlado.
Um bocado de mim está nesta Vila. 
Se certo dia passei e entrei pela drogaria da minha infância, ou pela Pastelaria das nozes, chegou o dia em que voltei à minha Escola. Foi aqui, neste Liceu, que estudei do 7º ao 12º ano.
Foi há 20 anos.
Fui uma miúda muito feliz neste lugar. Tive imensas amigas, muitas, quase todas que hoje se matêm, amigas que se por um acaso encontro, no meio da rua, conversamos como se tivessemos outra vez 15 anos, sem nenhum tempo ter passado entre nós.
Lembro-me de cada sala, de cada canto, das cadeiras velhas, da chuva que entrava pelas janelas, dos intervalos, do Bar, dos bollycaos e do frisumo, das péssimas aulas de ginástica e das óptimas aulas de Filosofia, das calças de ganga que já andavam sozinhas, de ir a pé para o Liceu todas as manhãs fizesse chuva ou sol, das minhas canetas de tinta permanente, dos almoços na Pastelaria Sacolinha, de quando a Marina engravidou, de quanto o Martim teve um acidente horrível e perfurou uma costela numa grade, de quando caí de mota e apanhei o susto da minha vida, de quando os Pais da Joana se separaram, de quando dei um estalo ao João Paulo à porta da sala de matemática.
Todo esse tempo que passei, não volta. E quando o vivi, não seria suposto saber que nunca mais o iria repetir. Essa consciência de nós mesmos, não está prevista acontecer numa rapariga que estuda no Liceu. Mas eu sei quando em mim surgiu essa ideia do "meu eu" e foi precisamente no 9º ano, quando tinha 14 anos. Apercebi-me pela primeira vez de mim própria, do que fazia e do que existia.
E foi precisamente neste Liceu, num qualquer dia, durante as aulas, ou nos intervalos, que me apercebi quem era, e que apartir daquele momento, nada mais poderia ser igual. Agora tinha consciência de mim, já não existia pelo acaso. Era eu, e fui eu a partir daquele dia, naquele lugar.  
Este Liceu é um lugar que guarda a memória de quem fui, antes de ser.
 


10.10.13

a terra vista do céu

 
As viagens são sempre pretextos disfarçados para que a nossa alma viaje para fora de nós e nos espie de uma cadeira, que pode ser de um avião ou comboio, posta na nossa frente.
Nunca como desta vez, o sentido de uma viagem fez para mim o significado disso mesmo. Uma dupla viagem aquela que se faz movendo-se e aquela que se faz dentro de si.
Há dois anos que não punha os pés num avião, aeroporto, o que fosse que pertencesse a um léxico de viagens. Primeiro fiquei empolgadíssima com o novo terminal do Aeroporto de Lisboa, cheio de lojas novas, todo moderno e bonito. Adorei!
Depois a ideia de fazer o check in e de me deixar levar pela porta de embarque, que logo me fez pensar: só tomamos os caminhos que escolhemos. Embarco naquela porta, porque escolhi aquele destino e nenhum outro.
Nada, ou quase nada nesta vida, é-nos imposto. Somos livres nas nossas escolhas, mas sabe-se lá porquê vivemos quase uma vida inteira a achar que temos de ser e estar, porque devemos e não porque escolhemos.
A liberdade da escolha traz a consequência da dúvida. E daí nasce o medo do desconhecido.
Londres, para mim, não é nenhuma cidade  desconhecida. 
Gosto dela e entendo-me como qualquer habitante. Ando sozinha por todo o lado.
Desta vez fiquei em casa de uns amigos, os mesmos que visitei em Nova Iorque há 8 anos. O tempo voa.
Agora já são eles mais dois filhos, rapazes 100%, só jogam futebol, andam vestidos com os equipamentos do Chelsea e do Real Madrid, têm no quarto posters do Messi, fazem desenhos de campos de futebol.
Relembrámos os tempos da minha estadia em Nova Iorque, momentos longe da minha vida, mas de repente tão presentes. Tão reais.
Somos as duas Ritas e apesar de não termos uma amizade muito presente, e de vivermos longe uma da outra, nestes dias ajudámo-nos muito, estando cada uma a passar por momentos críticos, mas tão distintos, nas nossas vidas.
Eu ajudei a Rita e ver as coisas com mais clareza, a Rita ajudou-me a ver as coisas com mais clareza.
A distância traz nitidez às coisas, torna-as contornáveis, finitas, recortáveis como um cupão pelo picotado.
O sofrimento não tem de ser infinito, porque infinita não é a terra que se vê lá de cima de um avião.
A viagem de regresso a Lisboa foi toda feita com terra à vista, estava um final de tarde absolutamente perfeito, nítido e suave. Viemos ao ritmo do sol que se punha todo em cor de laranja e já a chegar a Lisboa vi com enorme nitidez toda a costa até Cascais, Serra de Sintra, o Guincho lá pelo meio, as estradas, os carros, os edifícios.
Vi tudo de forma tão nítida, tão clara.
Calma, Rita, nada que é assim tão mau, e mesmo assim tão bom, que dure para sempre. Nada é infinito. Ao longe vê-se tudo muito melhor.
Só pode ser infinito o amor de uma Mãe, tudo o resto é terreno e por isso contornável, como um barco que navega pela costa ou como um avião que sobrevoa uma cidade.
Haverá de chegar a um destino. A um fim. 
 


9.10.13

9,100kg
73 cm
2 dentes
7 meses
 
O M. está a crescer.
E agora já lhe compro pescada fresquinha na Praça, da banca da Carla, a peixeira de saltos de 15 cm que faz sempre um preço-só-porque-é-para-si, que tem lagostins vivos agarrados às mãos, peixe galo, lulinhas (que eu odeio, sim?) de Setúbal, carapauzinhos ilegais e o "amor" dela, que a ajuda a atender os fregueses.
Hoje foi mais um dia "de aviar" a carne, os legumes, a fruta e agora o peixe do meu rico menino. Um matulão cheio de vida e de vitaminas bem boas, vindas desta Praça maravilhosa.
Sinto-me como aquelas mães que caçam para os filhos e ficam todas orgulhosas a vê-los comer. Eu cá me ajeito a jantar sopa e gelatina, que ao final do dia a vontade de cozinhar para mim é nula, mas o prazer de o ver a comer com tanto gosto e sabendo que tudo o que lhe dou é fresquíssimo e de qualidade, dá-me imensa satisfação.
E para que não restem dúvidas, está ali escrito o peso e a altura do meu bichinho!
 

7.10.13

this is why...


É mesmo por estas coisas que eu gosto dos ingleses.
E por outras também.
O sentido de humor apurado foi mesmo inventado por eles, além do futebol!
Mais uma vez adorei Londres, mas no dia de regresso, ia tendo um ataque de pânico por não mais chegar a hora de ver o meu bolinha.
Esborrachei-o de beijinhos e abraços. Não sei se não apertei de mais.