28.8.13

já a pensar na rentrée!



 
Em Cascais vou-me ajeitando para o começo do fim do Verão!
Em pleno Agosto comprei o meu casado para o Inverno; é este mesmo cor de rosa, da Zara, que estava pendurado na montra; cheguei-me à menina e disse tal e qual: "quero o casaco que está na montra!" ... é lindo, e já só havia um!
Continuando pelas minha deambulações consumistas, aventurei-me numa noz de Cascais da Bijou, bem lustrosa e doce e ainda descobri um cantinho tão simpático para o início da estação do Outono!
 

25.8.13

silly season, afinal...

 
Nestas férias comprei o "Sonho de Menino" do Tony Carreira no itunes por 0,99€.
Gosto daquela melodia fácil e simples, a letra curtinha e de rima óbvia.
Tem tudo a ver com o Verão.
Curto e esquecível.
O itunes, que é muito esperto, sugere-me agora que compre o "Baile de Verão" do José Malhoa e o "Best of Quim Barreiros".
O meu perfil deve ter ficado baralhado lá naquele sítio, pois já comprei Rachmaninoff e Tchaikovsky em boa verdade.
O Verão tem mesmo destas coisas que nos fazem tirar do nosso lugar.
Como sempre, estou morta e desejosa pelo chegar do Outono.
Já a perspectiva do Setembro me enche de suspiros: estreias de temporadas de música, dança e teatro.
Já ando a fazer uma listinha, coisa fofa, e ao mesmo tempo chego à conclusão de que cada vez gosto menos do Verão.
Se a próxima estação é uma espécie de recomeço do ano que se interrompeu, o meu próprio recomeço vai ser este mesmo Outono. E não podia estar mais entusiasmada, tal como em miúda a ideia de comprar material escolar novo e conhecer novos colegas de turma me deixava em piruetas!
Era tudo a recomeçar: as aulas de ballet com sapatilhas novas, o estojo com lápis e canetas, as roupas e os sapatos, os livros e os cadernos, os sonhos.
No fundo eu estava a recomeçar os sonhos e há muito tempo que deixei de ter esse recomeço.
Até hoje e agora, em que mais do que nunca me sinto a experimentar umas sapatilhas de fitas cor de rosa, sem ter qualquer ideia do que poderá vir a ser o dia de amanhã.
 


21.8.13

O que temos feito...




Passar os dias entre casa e piscina, em que nos rebolamos de um lado para o outro... 
Só de manha há uma saída ao Café Negrito (um clássico de Azeitão), em que dou cabo do stock de tortas! 

Vida dura mas doce!

20.8.13

Next stop...


Azeitão! 

Ps. Chegamos ontem à noite e uma torta de azeitão já marchou hoje de manhã! 


19.8.13

"o" cipreste

 
Gosto muito de ciprestes.
Sempre gostei.
Isso do povo que diz que é a árvore dos cemitérios é conversa da treta, para mim é uma árvore tão bonita e digna como uma oliveira ou um sobreiro.
Mas esta é das minhas preferidas.
Por estes dias no Douro tive a sorte de conhecer o maior cipreste onde já tinha botado a vista em cima, quando fui convidada a ir comer uma perna de borrego e um pito do campo em forno de lenha à quinta de uns amigos, a Quinta da Salada, em Cambres, perto da Régua.
Cheguei, cumprimentei os donos da casa e rapidamente perdi a vergonha e saquei do telemóvel para fotografar o cipreste que se plantava no meio do caminho.
Enorme!
O dono da casa confirmou - aquela Quinta data de 1700 e poucos e muito provavelmente o cipreste está lá desde então, contando já com uns 30 metros de altura!
Vivem milhares de pardais ali dentro, tantos e tanto tamanho que eu só tenho pena de não ter conseguido que ele coubesse inteiro na lente da câmara do telemóvel.
Magnífico!
E a perna de borrego uma delícia, também. 
 
 


18.8.13

Martim report

Só venho aqui despejar os litros de baba para vos dizer que:
o meu Martim é oficialmente o bebé mais simpático e sorridente do Verão 2013!
 
Seja na praia ou no alto de trás os montes, está sempre pronto para o passeio, para uma gargalhada e para a conversa.
Anda ao colo de toda a gente, ri para quem quiser vê-lo rir, palra para quem quiser ouvi-lo, faz viagens de 4 horas de carro e quando chega ao destino ri, leva vacinas e no fim ri para a enfermeira, ri para a senhora da caixa do Jumbo quando eu passo com as compras e o carrinho, conversa com os cães, gosta de ter crianças de roda dele e adora estar à roda de uma mesa a ouvir a conversa.
Come papa e sopa com carne e fruta.
Já pesa uma tonelada de gente, está gordinho e cheio de refegos como só ele e a última novidade das férias é o: dá-dá-dá
Ele diz "dá dá dá". Já segura nos brinquedos muito bem, passando-os de uma mão para a outra e metendo-os na boca, claro.
Ainda não dorme toda a noite mas já faz uns bons intervalos.
Meu rico menino!
E agora vou ali babar-me mais um bocado!


17.8.13

Flash ao vento





 
 
 
Cascais tem destas coisas.
Num instante saio de casa e estou na "minha" praia.
Mesmo que seja só por uns escassos minutos, porque Agosto é o mês do vento, vale sempre a pena o passeio.
Melhor companhia nestas "escapadelas"?
O meu Flash, mas haverá outro?!



12.8.13

Sempre o Douro

A primeira vez que vim ao Douro foi em Novembro de 2003.
Não tinha qualquer expectativa. Era um destino.
Depois percebi que, para mim, o Douro nunca mais seria um destino, mas um lugar onde se é, onde se está.
A Casa onde fico, da Ana Rita  e do Mário, é uma Quinta de 1800, carregada de história e de vida passada: o chão que range, as paredes de pedra, o louceiro carregado de pratos e de chávenas, as fotografias do passado e a garrafeira de teias de aranha. Lá fora o silêncio é esmagador, mas com estes dias de calor tem sido interrompido pelas cigarras bêbedas de sono. Durante o dia refugiamo-nos em casa, cujas paredes forradas de pedra com uma espessura imprópria para dias deste século protegem-nos das temperaturas escaldantes.
O meu filho dorme sestas de duas horas e acorda às 10:00!
Eu deixo-me levar pelo ritmo das videiras, passando o tempo a ouvir o calor a rebentar dentro dos cachos. Também jogamos Monopólio e matamos moscas.
Este universo, tão especial e único, é para mim um estabilizador de humor. Tal como um comprimido.
Desde que cá cheguei já chorei muito, a realidade dói e aqui ela é mais crua do que nunca. Mas sinto-me aliviada, encosto-me no ombro dos socalcos e deixo-me chorar. O Rio consola-me e dá-me a melancolia, a Casa dá-me colo.
O Douro não é um sítio, é um lugar que se habitou cá dentro de mim.
E eu guardo-o como um segredo só meu.
 
 

10.8.13

36






Faço 36 anos.
Vim para o Douro e tudo o queria era acordar neste cenário perfeito.
Não foi uma viagem fácil, não é um dia fácil, pois sinto alguma tristeza, mas aqui estou. 
O M. também aqui acordou e este é o meu melhor presente de hoje.
Tomorrow is another day...! 

9.8.13

cápsulas separadas

 
Aos senhores da Nespresso faz-lhes muita confusão que ao fim de 7 anos a comprar cápsulas Ristretto e Roma, passei apenas a comprar Roma.
Acabou-se o Ristretto.
 
Telefonaram-me.
 
Está tudo bem? Houve uma alteração do seu padrão de consumo, porquê?
Não houve problema nenhum, respondi cheia de simpatia.
 
Hoje fui mesmo à Loja comprar café.
Cinco embalagens de Roma.
Silêncio.
E Ristretto?
Não quero.
Mas...
Eu devo ter feito uma cara tão gira que a senhora calou-se automaticamente e enfiou-me as cinco caixas no saco.
 
Se fossem lamber um sítio que eu cá sei em vez de me estarem a chatear com essa merda de assunto, poderia ser muito mais interessante a vossa vidinha.
 
O que uma pessoa tem de aturar, chiça!

8.8.13

 
Ainda na Comporta, fui surpreendida por este recado no meu carro.
Normalmente leio o eloquente "lava-me porco", mensagem belíssima que não sei quem inventou e que se pespega nos vidros sujos das traseiras dos carros.
Mas desta vez foi bem diferente e bem divertido!
Deixei o meu chapéu de palha ali à vista e escreveram-me: "Que chapéu tão sedutor, Grrrau..."
Assim, sim. Assim, vale a pena sujar o dedo no pó e não usar a água para lavar os vidros!
(assinado: mão a fazer da patinha assanhada)


7.8.13

6.8.13

Modo férias


Não dei o corpo ao manifesto e meti-me em dias de praia com o meu M. na Comporta!
É uma trabalheira de loucos - ninguém me avisou disto - mas tem sido bom!
Nos próximos dias rumamos ao Norte, à minha terra de eleição... Onde numa outra vida deixei lá o meu coração (até rimou).
Quem adivinha?
Até já...