5.2.12

Das coisinhas da vida #5


Dos Animais.
Da minha paixão pelos animais. De pessoas como Jane Goodall, Greg Carr, Katy Payne e Cesar Millan e a sua profunda paixão pelos animais.

É verdade. Sempre gostei de animais. Comecei pelos cães e gatos, passando pelos periquitos, peixinhos dourados, depois ainda um hamster e a vã tentativa de uma iguana (que nunca consegui ter, pois tanto os meus Pais como o meu marido acham um bicho horrível). Os habitantes da Savana Africana conheci-os mais tarde, assim como os misteriosos seres dos Oceanos. Adoro cães, ursos, mochos, vacas, borboletas, lagartixas, carneiros, gaivotas, burros, focas, elefantes, baleias, pardais, lontras, corujas, leopardos, girafas, osgas, cabras, leões, chimpanzés, patos, hienas, golfinhos, cavalos, papagaios, tartarugas, gatos, cegonhas, crocodilos gosto até de cobras e acho alguma graça a alguns insectos (os gafanhotos, depois da experiência africana, comecei a suportar melhor partilhar com eles o mesmo hectare de terra).
Adoro sentir-me parte do Universo que nós (homens) e eles (animais) partilhamos.

Apesar de não usarmos o mesmo código linguístico, sinto que têm tanto a nos ensinar e a nos surpreender. Acredito na superior força da natureza e por isso acredito que, no final de tudo, eles são superior a nós. Respeito-os. Admiro-os.

Nesta revista da National Geograhic (de 2008) fala-se de uma investigação feita às capacidades não-instintivas dos animais, como ter capacidade de inventar, planear, criar novas palavras e até construir um vocabulário de 300 palavras como a Betsy, a Border Collie da capa da revista. O olhar da cadela é extraordinário. Ela está a ”falar” com o fotógrafo. E falou comigo, que comprei a revista sem hesitar.

Gosto de estar com os bichos, rodeada por eles. Sinto-me sempre bem ao pé de cães e gatos, no meio da savana, a mergulhar no mar, a observar pássaros, numa quinta cheia de animais. O contacto com os animais é para mim uma espécie relação cósmica, muito especial que se reverte num entendimento de mútua contemplação e interiorização.

E o mais interessante é perceber e saber, como já me foi dito várias vezes por quem trabalha directamente com animais, que eles afeiçoam-se aos humanos de uma maneira incrível, mesmo até os pássaros e leões da savana, tal como se sempre quisessem estar ao nosso lado. E nós, como já se sabe, de uma maneira geral, não compreendemos essas ondas de comunicação e ainda fazemos muito pior, tratando-os mal.
Mas dá-me ideia, ao final de contas, que quem anda a perder somos nós.

1 comentário:

Anónimo disse...

Que maravilha.