4.3.13

number 1

Não sei por que raio demorei tanto tempo a ver este filme, mas finalmente consegui! (no Tv Cine da Zon)
É um lado da Marylin, da sua vida meteórica, antes de chegar a um absoluto pico para depois vir a queda brutal.
Iria depois disto (das filmagens em Londres do filme com Laurence Olivier, "O Princípe Encantado") sofrer um aborto, ver o seu 3º casamento com Arthur Miller terminar, mas mesmo assim ainda faria papéis magníficos no "Quanto mais quente melhor" e "Inadaptados".
Era a pessoa mais insegura acerca de si própria, não acreditava minimamente no seu talento, não percebia porque razão seria ela uma boa actriz. A sua auto estima era tão baixa que acabou por ser a sua sentença de morte. Fazia terapia três vezes por semana e tinha aulas de representação a que faltava constantemente. Mas era absolutamente linda, enigmática e atraente.
O facto de ter tido uma Mãe que a abandonou aos cuidados de terceiros e um Pai inexistente, nunca a fez acreditar numa outra coisa que não fosse que as pessoas à sua volta, mais cedo ou mais tarde, a haviam de abandonar também.
Nunca conseguiu ter filhos, tinha endometriose, coisa que naqueles tempos era sinal de infertilidade permanente.
Sempre me fascinou esta actriz. Uma diva autêntica, sem noção nenhuma do seu valor e da sua magia, insegura, cheia de dúvidas, frágil, autêntica, uma sobrevivente num meio difícil (Hollywood) e numa época conturbada (EUA e os Kennedy).
O Mourinho, hoje em dia, é o melhor do mundo e sabe que o é, a sua auto estima é assustadoramente elevada, o homem auto eleva-se aos píncaros e isso dá-lhe a força de continuar a vencer.
A Marylin, naquele tempo, era a maior estrela mundial de cinema, não sabia como era capaz disso, estava completamente alienada do seu talento e isso ditou-lhe um fim precoce.
Conclusões? 
A Marylin é um mito, o Mourinho é um aborrecimento!

1 comentário:

Anónimo disse...

Sim senhor, boa análise.