9.5.13

o trevo



 
 
Caminhamos os dois em passos maternos. Eu feita canguru, ele a dormir com a cabeça junto ao meu pescoço.
A meio do caminho reparo num pormenor tão subtil, cravado no chão pelas pedras da calçada (lá ando eu de olhos no chão...). Confundido entre as pedras brancas, está um trevo de quarto folhas; cada pedra feita coração.
Tentei perceber se havia mais; talvez fosse um padrão/ desenho. Mas não.
É um trevo único em que o calceteiro resolveu ali, e só ali, pousar as pedras em jeito de uma promessa de amor.
Provavelmente fê-lo à revelia do "encarregado" e fez disto o seu momento de criação, entre a arte de encaixar as pedras umas nas outras.
Quem passa, pode pisar e seguir, ou, como eu, parar e sorrir por dentro.
É um sinal feito de pedra, fria e inerte, mas não deixa de ser um sinal cheio de significado e esperança.
Sorte e Amor - é mesmo tudo o que preciso!



1 comentário:

Anónimo disse...

Valeu a pena andar com os olhos nos chão.Sempre.