16.7.13

Ao meu Principezinho

Amor da minha vida.
Martim da tua Mãe.
Coisa mais boa deste mundo e de todos os adjectivos que eu encontre no dicionário.
 
Faz hoje um ano que te confirmaste enquanto novo ser neste mundo.
No dia 16 de Julho de 2012, recebi o resultado do teste em que tu existias com 13 dias de gestação; tudo muito precoce, mas já eras tu!
Fomos jantar a casa do Tio João, porque são os anos dele, e eu explodia de alegria por dentro.
Foram tantos anos, meu lindo, mais anos do que os que tu terás daqui a 5 anos!
O tempo é uma coisa para ti ainda muito desconhecida, mas um dia eu explico-te o que é o tempo; que não é o tempo do relógio ou do calendário, mas o tempo das coisas quando tem de ser tempo de acontecer.
 
Hoje tens 4 meses e já 7,300kg de gente. Mas para mim tudo começou nesse dia, há um ano atrás.
Quando nasceste então percebi o que é "ser Mãe" e o que é essa coisa do amor incondicional. Ouço canções de amor e só penso em ti - em que me apaixonei novamente  e o meu coração foi ocupado por ti, para sempre.
 
Para a próxima semana já vais comer sopa e papa pela primeira vez. Para mim é tudo tão maravilhoso que tu nem imaginas.
Ver-te crescer, ver-te agarrar os pés com as tuas mãos, ver-te rir, dar-te banho, dar-te colo quando choras e limpar as tuas lágrimas que logo saltam, sentir a tua pele e ouvir a tua respiração quando dormes.
 
Sonho contigo e acordo feliz.
 
Só quero o teu bem, e é uma coisa muito forte esta de só querer o teu bem.
Porque ando aqui a ver se encontro uma maneira de que nada de mau te aconteça  na tua vida; procuro uma espécie de pacto com o Universo, para que estejas sempre protegido, desviar os carros todos da estrada, eliminar os buracos do chão, esvaziar as ondas galopantes ou até aniquilar os corações mais fortes do que o teu.
Mas não posso fazer nada disso e sinto-me logo incapaz de te garantir uma vida plena sem percalços... como os que a tua Mãe agora vive.
E depois olho para a tua Avó e vejo-a, também ela, aflita por não poder dar-me um coração novo, o dela, porque o meu sua de tanto chorar.
E então percebo que não há mesmo nada a fazer.
Ser Mãe é assim, e amar-te até ao resto da minha vida é hoje o único pacto que tenho.
E isso consigo garantir-te, sem desvios.
Tudo o resto é o tal tempo que te vai ensinar, sendo que me tens sempre ao teu lado, para trocar o meu coração pelo teu, se for caso disso.
 
 
 

1 comentário:

Anónimo disse...

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