18.12.12

O poder de um clássico

 
Todas as famílias felizes se parecem; as infelizes não.
 
Nada é mais poderoso do que uma primeira frase tão bem "tirada" como esta que o Leo Tolstoi escreve na primeira de 868 páginas do seu mítico Romance, "Anna Karenina", escrito em meados de 1869.
E, para mim, nada consegue superar o poder de um clássico.
Nem mesmo o filme.
Gostei da encenação, a ideia do Teatro é genial, mas não adorei os actores, achei as jóias demasiado "Parfois" e principalmente desiludiu-me não ver os reais cenários de uma Rússia imperial que me fascina.
Só a casa de campo do Levine me acalentou a imaginação: era tal e qual eu a  tinha imaginado, enquanto li este "tijolo" deitada na cama, à noite, ou sentada no jardim em Moçambique, entre Pemba e o Ibo.
No fundo, em relação ao filme, achei uma versão low-cost, como convém, nos tempos que correm. Soube-me a pouco.
Só esta primeira frase é para mim inexpressável em mil imagens, mil cenários ou mil personagens.
E é por isso que um livro quando é bem escrito, ou seja, quando se torna um clássico dos clássicos é uma coisa belíssima, rara, única e poderosa.

2 comentários:

macaca grava-por-cima disse...

Essa primeira frase é de facto poderosa e deixou-me com vontade de mais!

Anónimo disse...

Pois bem , acho que terei de voltar a ver o filme porque houve muita coisa que não vi, dada a enormidade.