1.10.11

O (meu) jardim secreto
















































"- achas que estas pessoas que aqui vêm com os filhos (e os netos), também vinham cá quando eram pequenas?


- acho que sim... talvez.



- só deviam cá deixar entrar quem tivesse vindo em criança! é como se só essas pessoas o merecessem...



- pois é, tens razão."



Calouste Sarkis Gulbenkian é um senhor que muita gente não sabe quem é, mas ele é o grande responsável pelas mais fortes memórias de infância de uma larga maioria de pessoas que vive em Lisboa e arredores.


Nascido em Istambul, no seio de uma família de comerciantes arménios, viveu durante 13 anos em Lisboa, instalado no Hotel Aviz, "um afamado e luxuoso hotel situado em plenas Avenidas Novas."






(Não foi por "isso" que decidi escrever este texto, mas a título de curiosidade deixo-vos um apontamento: O Hotel Aviz foi antes propriedade do Sr. José Joaquim Silva Graça, Fundador do Jornal "O Século", que o vendeu ao seu genro, meu Bisavô, José Garcia Rugeroni e que o transformou no tão famoso Hotel Aviz. A minha Avó e ainda o meu Pai viveram e cresceram entre esse negócio familiar, que terminou pelos anos 60, deixando a impressão de um Hotel que talvez tivesse sido um mito.)







O Senhor além de rico, filantropo e de gosto muito exigente, era um coleccionador exímio de obras de arte. Morre nos anos 50. Da constituição da Fundação Calouste Gukbenkian, passaram cerca de 10 anos até à construção da Sede e Museu, num quarteirão sob o Largo de São Sebastião, no Parque de Santa Gertrudes onde chegou a ser o primeiro Jardim Zoológico de Lisboa.





O Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, um projecto dos arquitectos paisagistas António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles, é o resultado de uma imaginação tão fértil que a todo o instante esperamos ver um gato que fale, um pato a ler um jornal, ou um violino feliz a flutuar no Lago...




Eu sou parte dessa gente que escolhia as côdeas do pão para ir dar aos patos e que, ainda hoje, adora a ideia de um dia se poder perder ali dentro e encontrar um esconderijo secreto.


Atravessá-lo, de uma ponta a outra do quarteirão, são minutos de evasão a qualquer hora do dia. É verdade que já não corro atrás dos pombos, nem levo côdeas de pão para os patos, mas mesmo para quem nunca lá tenha ido em pequeno, é obrigatório sentir-se convidado a experimentá-lo uma primeira vez, seja adolescente borbulhento, adulto descrente ou velhinho rabugento.






Quem partilha momentos neste Jardim cria laços para o resto da vida.

Nota: Alguma informação foi retirada do Livro "Gulbenkian, Arquitectura e Paisagem", Lisboa, 2007, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian - Serviços Centrais. À venda na Fundação por 5 euros.



7 comentários:

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

Pois já sessentona, passo duas vezes por semana por esses meandros, paro nalgum banco ou degrau do anfiteatro para ler, rever ou até comer a minha sandoca....

Parabéns pelas fotos com efeitos e parabéns pela riqueza toda que transportas e transbordas cá para fora.

Marta disse...

Sempre que não chovia, fugia da escola - marquesa de alorna - e almoçava no jardim... Acho que amanha fujo de casa e levo o salvecas dar côdeas aos patos!!!

Anónimo disse...

ydeuweyuytuytfuygnão sei ugilnkn,kjlkiwjh o que dizer.As fotos , principalmente as de entradas de luz, são raras.djbikuefkjvkveiouhvkjcontinuo sem saber até onde vais iuewgiqoweurqiwubgiu.As fotos o texto e wuediuedfi3ufiuuprincipalmente giwcgiwgiiu O VIOLINO FELIZ A FLUTUAR NO LAGO tudo isto fez com que não me fosse possível escrever este texto como escrevi das outras vezes ioiwadchdodicjpup.Mas tudo há-de passar.Que jbhiluutjkbvkjnbçlkhçi grande talento.Continuo aos soluços , peço desculpa.Gostava deihponieyxfpu9+f2+0fu9 ver as fotos com entrada de luziohdnp88i o jklk jp jup....................86ti76vigo7 com outra dimensão.Desculpa isto tudo.Não ligues.Fico um bocado pasmado.

Anónimo disse...

Não sei porquê , sempre fui da opinião de que um jardim deve sempre conter um pouco de mistério.Desta vez já estou mais calmo.

Anónimo disse...

É a minha casa de sonho... Toda estrutura construída da Fundação Calouste Gulbenkian é o que eu idealizo com o espaço habitacional perfeito: espaçoso, luminoso e confortável.
É um agregado harmonioso de linhas rectas, horizontais e verticais, que à medida que ganham volume, transformam-se numa casa de enormes lajes e blocos sobrepostos, intercalados por enormes vidros, finalizando com uma envolvência verde absolutamente arrebatadora!

Anónimo disse...

Muito Boa tarde. Ao ler este texto (que gostei) não pude deixar de ler a sua referencia ao seu bisavo, genro do Silva Sraça. Isto porque eu tambem sou da familia do Silva Graça embora por via lateral. O Silva Graça era primo direito do meu Bisavo Adrião da Silva Graça. O meu bisavô era filho de Gerónimo que era irmão da Florencia( mae do silva graça). A titulo de curiosodade, Um dia destes encontrei na NET uma bisneta do filho bastardo do Silva Graça - Ildefonso. Vou continar a acompanhar o seu blogue. sigra92@hotmail.com