6.10.11

The Man I Love
Billie Holiday, Dinah Washington


Someday he'll come along, The man I love
And he'll be big and strong, The man I love
And when he comes my way
I'll do my best to make him stay


He'll look at me and smile, I'll understand
Then in a little while, He'll take my hand
And though it seems absurd
I know we both won't say a word


Maybe I shall meet him Sunday,
Maybe Monday, maybe not
Still I'm sure to meet him one day

Maybe Tuesday will be my good news day

He'll build a little home, That's meant for two
From which I'll never roam, Who would, would you
And so all else above
I'm dreaming of the man I love



Esta é uma (maravilhosa) música que tenho ouvido ultimamente, cantada pela Ella Fitzgerald. Cada vez mais me convenço que o amor é uma coisa complicada e que o homem e a mulher experimentam-no de forma diferente.
Esta letra, escrita nos anos 50, mostra bem como uma mulher pode sentir o amor, o que é totalmente diferente de um homem. A versão "The Woman I love" nunca seria escrita desta maneira. Para um homem achar que um dia, se calhar hoje ou amanhã, ou nem sabe ele quando, irá aparecer a mulher que ele ama (no presente), não tem lógica no seu universo.
Nós, mulheres, esperamos eternamente pelo homem que amamos hoje. Ele virá. Ele está cá, um dia. E nós daremos o nosso melhor para ele ficar.

Observo muito os casamentos e as relações. Amigos, família, pessoas conhecidas. As que resultam e depois as que não resultam. As relações são complicadas.
Mas observo sempre este lado da mulher, este lado tão feminino de esperar, de estar no seu melhor e de o "fazer ficar".
E, a ideia que me dá, é que tem sido sempre assim. Mesmo agora, num novo milénio carregado de novos papéis, novos dogmas, novas prioridades, o que é na sua essência a relação entre um homem e uma mulher não mudou.

Nunca me senti uma feminista, nem quero a igualdade de direitos, pois considero a coisa melhor do mundo a diferença (não confundir com discriminação e outras coisas horríveis que se passam nos "quintos mundos" que existem lá fora), mas nós somos feitas de uma fibra magnífica e capazes de cantar músicas que dizem coisas assim.

2 comentários:

Anónimo disse...

A dicotomia social homem/mulher é algo que não faz muito sentido para mim; dito isto, e em relação ao amor, acredito que cada pessoa como indivíduo tem a sua forma de amar e de conceber o amor diferentes, e é uma sorte "danada" conseguir encontrar outra pessoa que (na totalidade, ou mesmo em parte apenas) partilhe os mesmos sentimentos e conceitos de afectos.
Por isso digo: boa sorte a todos!

Anónimo disse...

Em minha opinião , estou inteiramente de acordo quando se diz que é uma sorte danada conseguir encontrar outra pessoa que na totalidade , ou mesmo em partes , partilhe dos mesmos sentimentos e conceitos de afectos.A qualidade da relação de duas pessoas depende da aceitação por partes dessas duas pessoas.É , em minha opinião , através dos sentidos , que as coisas se passam , através do que se vê , do que se ouve e do que se cheira , isto tanto para o homem como para a mulher.Isto porque numa vida a dois todos o dias damos e recebemos. Tem que ser.Por exemplo, para quem faz 40 anos de casado a totalidade de dias passados é mais ou menos um total de 14.600 dias , a dar e receber.É que como dizia , o homem e a mulher não são iguais.


A Ella Fitzgerald era uma cantora como há poucas.Esta canção que eu oiço tantas vezes é lindíssima.Ella nunca foi bonita e sofreu por isso.Era muito grande e muito cheia.Tinha uma sensibilidade imensa.Morreu já idosa , durante uma crise de diabetes.