27.10.11

Da Vontade ao Fazer

Ora, eu bem sei que fui uma das defensoras do fim do extenso Verão que se fazia sentir.
Nunca falei em chuva e em ventos de 150 km/h, mas parece-me que o meio termo é coisa a que a meteorologia não assiste nos dias que correm. É tudo em extremo.
Eu queria era frio. Já não posso ouvir o meu Príncipe a reclamar: "como é possível alguém gostar disto?? queriam o fim do calor, já têm!! cambada de anormais!!", eu respondo: "mas amorzinho, eu sou uma dessas pessoas que queria o fim do calor...", ele diz: "eu sei!! eu sei!!"

Ultrapassando a fase meteorológica, vem então a fase mais plástica da coisa. Ou seja, quando retiramos as botas do fundo do armário, calçamos meias, pegamos no chapéu-de-chuva, molhamos a ponta do pezinho na poça de água, quando o cabelo fica esquizofrénico e suamos no Metro como se fosse uma sauna.
Mas vamos! É o momento de recomeçar!

Tirando a chuva, as poças, o vento e os montes de folhas que se acumulam em esculturas de papier mâché, é tempo de recomeçar!
Começando pela ída às bilheteiras dos espectáculos (a tão esperada "abertura da temporada") e sessões contínuas de cinema (não perder o DOC Lisboa, gentes da cidade!) passei aos cursos.
Ontem tive a primeira aula do Curso Complementar de Formação em Filosofia, na Universidade Nova. O primeiro módulo é "História das Ideias".
Foi absolutamente maravilhoso e dei cabo da média de idade da turma - é como se tivesse a ter aulas com os meus Pais e os amigos deles. O que até gosto e gostei mesmo do Professor, de duas horas que passaram a correr. De conversar sobre um abstracto que no fundo é parte do nosso dia. Aprender a relativizar (eu que já me achava uma pessoa dada ao relativismo, então ali nadamos nessa premissa), observar o que temos, recuperar o que foi feito e analisar.
Daqui a duas semanas começo um outro curso de escrita, desta vez "Biografias e Histórias de Família", mesmo ao lado de casa, na "Escrever, Escrever".
Ou seja, tudo está em movimento para estes lados.
E ainda haveria uns cursos de cozinha a rematar, mas por agora ficamos por aqui.

É importante quando passamos da vontade ao fazer.
Passamos muito tempo a pensar que gostariamos de fazer isto ou aquilo, mas depois não fazemos nada, quando o fazer é tão simples como muitas vezes pesquisar no Google. Procure-se o movimento da vontade, fazendo e agindo!

Padre António Vieira, talvez "o" maior filósofo português de sempre, dizia:
"Só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos."

1 comentário:

Anónimo disse...

Em minha opinião enquanto gostamos de fazer uma tarefa que nos dá gosto,tudo bem.Se se trata de uma tarefa pouco interessante já não é assim e então é que não existimos e então só duramos.É assim e acho que sempre será assim.Umas pessoas gostam gostam de fazer vários tipos de tarefas outras não.É assim é a natureza.Há que falar acerca da natureza.